Controle de Tráfego Aéreo: Segurança máxima nas alturas

O Dia Mundial do Controlador de Tráfego Aéreo é comemorado em 20 de outubro. A data é celebrada desde 1960, quando ocorreu o primeiro encontro internacional desses profissionais, na Grécia.

O Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, destaca a atuação dos Controladores de Tráfego Aéreo. “Os controladores de tráfego aéreo fazem parte de um grupo de profissionais que atua incansavelmente durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, para que a navegação aérea mantenha a sua fluidez e segurança, garantindo a eficiência do serviço prestado para a aviação nacional e internacional. Expresso reconhecimento pelo inestimável trabalho realizado diuturnamente, que empregam sua experiência técnico-operacional em prol da navegação aérea que tanto orgulham a Força Aérea Brasileira”, destaca o Oficial-General.

Mas quem são e o que fazem esses profissionais tão fundamentais para o sucesso da aviação?

“Em linhas gerais, esses profissionais são os responsáveis por acelerar e manter ordenado o fluxo de tráfego aéreo, prover avisos e informações úteis para a condução segura e eficiente dos voos, prevenir colisões entre aeronaves e obstáculos, além de notificar as organizações apropriadas quando aeronaves necessitam de auxílio de busca e salvamento”, explica o Assessor da Seção de Normas de Gerenciamento de Tráfego Aéreo do DECEA, Tenente Claudionor Silva de Macêdo.

“Desde a autorização da rota, do acionamento dos motores, do táxi da aeronave, até a decolagem, os controladores de Torre de Controle de Aeródromo lidam com a demanda de tráfego. Efetuando procedimentos preparados para evitar conflitos e colisões com obstáculos no solo, os Controladores de Tráfego Aéreo do Controle de Aproximação (APP) informam e separam tráfegos próximos, agilizam a interceptação das rotas a serem voadas e dão informações importantes aos pilotos, como as solicitações de mudanças de nível”, diz o Chefe da Seção de Operações do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Anápolis (DTCEA-AN), Tenente Aloísio Alves de Oliveira.

Existe, ainda, uma habilitação especial para controladores que os permite realizar a chamada operação PAR (do inglês Precision Approach Radar), um tipo especial de aproximação radar de alta precisão em que esse profissional assume a navegação da aeronave e orienta sua descida até o ponto de toque, atribuindo direções, velocidade e razão de descida em cenários de clima desfavorável, quando o piloto não teria condições de fazê-la sem esse tipo de auxílio.

“Nesse contexto, o aeródromo da Ala 2, em Anápolis (GO), tornou-se um porto seguro, não só para aeronaves militares, mas também para as civis em situações anormais, quais sejam: com problemas relacionados a baixo nível de combustível, desvios por formação meteorológica adversa, problemas mecânicos, dentre outras”, detalha o Tenente Aloísio.


Em determinadas ocasiões de tempo e situações de voo, os Controladores PAR tornam-se os olhos dos pilotos e têm em suas mãos dezenas de vidas. Há muitas histórias emblemáticas que comprovam isso. Uma delas aconteceu em 2012. “Um Airbus, com 160 pessoas a bordo, foi controlado por um Operador PAR para pouso em Anápolis após informar que não teria mais autonomia para espera”, lembra o Chefe da Seção de Operações do DTCEA-AN.

Fonte: FAB

Fotos: DECEA e Sargento Johnson Barros e Soldado A Soares / CECOMSAER.

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