REUTERS/Stringer

O ataque a uma refinaria na Arábia Saudita no último sábado, ainda está como destaque dentro das notícias internacionais, ainda mais pela possibilidade da utilização de mísseis de cruzeiro no ataque.

Segundo um funcionário entrevistado pela CNN, que é ligado a inteligência norte-americana, o ataque não teve a procedência do Iraque, mas tem a possibilidade de ter vindo do Irã ou do Iêmen.

Inclusive em um comunicado emitido hoje pelo primeiro-ministro do Iraque, confirma que não foi do país que partiu o ataque à refinaria localizada no território saudita.

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Por outro lado, a agência de notícias Al-Masirah, no próprio sábado (dia do ataque), declarou que o grupo rebelde Houthis assumiu a autoria do ataque a refinaria. Segundo eles, foram usados aproximadamente 10 drones de precisão para atacar.

Mas a alegação do grupo rebelde foi rebatida pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que disse que o ataque veio do Iraque com culpa do vizinho Irã que está tendo algumas tensões internacionais, inclusive com os EUA. Ambas nações já trocaram declarações em tom de ameaça neste ano.

Outra questão que está em pauta é a sobre a defensa aérea saudita, que não teria conseguido impedir o ataque dos drones e de possíveis mísseis de cruzeiro, usando assim o sistema de defesa aérea. No gráfico abaixo podemos ver as instalações de defesa aérea (que inclui o sistema Patriot PAC-2 ) em locais estratégicos na refinaria.

Imagem em gráfico do local onde estavam as instalações de defesa antiaérea saudita

O pós-ataque já está repercutindo no mundo, a queda das ações nos EUA já é visível, o que já era possível de esperar, visto que os EUA são o grande cliente de Petróleo da Arábia Saudita.

Os EUA também tem um papel importante na soberania do país, isso porque são os grandes fornecedores de armas para os árabes.