A South African Airways, que está passando por uma grave crise financeira, já começou a atrasar salários, e o pagamento de fornecedores primordiais para a operação da companhia.

De acordo com o ministro das empresas estatais da África do Sul, a situação financeira da empresa piorou significativamente após uma greve de trabalhadores no último final de semana.

O governo está trabalhando com a companhia aérea “para formular urgentemente ações imediatas que serão necessárias para fornecer suporte para permitir que a SAA continue seus negócios”, disse ele.

A companhia aérea, que já foi a maior da África, pode ter que pedir falência se não conseguir garantir R$ 135 bilhões em capital de giro nos próximos dias, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

A SAA precisa de uma garantia do governo para emprestar o capital dos bancos, mas Tito Mboweni, ministro das Finanças, reluta em aprovar novos financiamentos.

A SAA precisou de bilhões de dólares em auxílio estatal para permanecer operando voos nas últimas duas décadas, mas o desperdício de dinheiro atrapalhou a companhia na concorrência com outras empresas.

De acordo com uma publicação da FlightGlobal, a SAA planeja demitir cerca de 944 trabalhadores até janeiro, do seu quadro de funcionários que tem 5150 pessoas.


Essa diminuição drástica será em toda a empresa, incluindo subsidiárias da SAA, apesar da decisão não ter nenhum impacto na Mango Airlines ou no braço de manutenção técnica da South African Airways.

De acordo com Tewolde na entrevista, todos os bancos estão retendo novos empréstimos para a SAA, visto que a empresa tem uma dívida de US$ 611 milhões em empréstimos não pagos. Sem conseguir pegar dinheiro emprestado, e sem crédito no mercado de leasing, a companhia não consegue renovar sua frota, ou fazer alterações mais drásticas.

O jeito para a companhia ter capital de giro, e continuar operando voos, está sendo reduzir seus próprios custos, para deixar dinheiro em caixa de prosseguir com as operações.

Apesar da grave crise, a SAA não é encarada como uma prioridade do governo, visto que a empresa de energia elétrica Eskom é considerada uma prioridade ainda maior, pois gera quase toda a eletricidade da África do Sul. A Eskom está atolada em dívidas, que somam US$ 30 bilhões.

 

Via – Financial Times