Foto - Southwest/Divulgação

A Southwest Airlines, a maior cliente do 737 MAX, disse que “não tem planos atuais para operar jatos que não sejam o 737”. Mas a companhia declarou recentemente que está de olho nessa possibilidade.

A administração da companhia aérea propôs uma nova linguagem no contrato com seu sindicato de comissários de bordo, que lhe garantiria a flexibilidade “para operar outros tipos de aeronaves narrowbody”.

A Southwest Management disse ao sindicato, TWU Local 556, em uma proposta neste mês que a capacidade de operar outras aeronaves além do 737 “nos daria a flexibilidade … para competir e crescer melhor”.

“Estamos voando para mais destinos que variam em distância, tamanho e sazonalidade”, afirma a proposta da empresa. “Essa mudança nos permitiria voar tipos de aeronaves que são mais adequados para alguns dos mercados que atendemos.”

A falta de capacidade do 737 MAX para voo atingiu fortemente a malha da Southwest. A companhia aérea tem 280 jatos encomendados, dos quais 34 foram entregues, ao todo, a Southwest deveria ter 75 aviões deste modelo em sua frota, se não fosse a paralisação das entregas devido aos problemas da aeronave.

Esses 75 aviões representam 10% da frota da Southwest. A companhia precisou atrasar a aposentadoria de aeronaves antigas, limitar seu crescimento em oferta, e manter perspectivas pessimistas, visto que o 737 MAX significaria um menor gasto com combustível.

Em uma conferência em março, cinco dias antes do segundo acidente do MAX, o CEO Kelly admitiu que a Southwest analisou a A220, mas disse que era apenas uma auditoria normal para avaliar todas as opções. O novo avião da Airbus pode entrar na frota da companhia substituindo o 737-700.

Apesar dessa questão estar em pauta, não há uma confirmação definitiva que a Southwest está negociando uma encomenda para outras aeronaves.

 

Via – Seattle Times