A SpaceX realizou ontem (23/05) o primeiro lançamento dos satélites Starlink, da sua nova constelação que vai oferecer serviço de internet a partir da órbita da Terra.

O lançamento foi realizado por um foguete Falcon 9 Block 5 da própria SpaceX, a partir do Kennedy Space Center, na Flórida (EUA). A carga total foi de 18,5 toneladas, a maior já levada pelo foguete Falcon 9, de acordo com Elon Musk.

A missão foi um sucesso para a SpaceX, que conseguiu completar o “deploy” dos satélites em apenas uma hora e dois minutos após o lançamento, os satélites Starlink foram posicionados a uma altitude de 440 km. Eles então usaram a propulsão a bordo para atingir uma altitude operacional de 550 km.

O primeiro estágio do foguete Falcon 9 também pousou com sucesso em uma balsa no Oceano Atlântico.

Quando o projeto for finalizado pela SpaceX, em um prazo ainda não totalmente correto, a constelação terá 4425 satélites, e capacidade de interconexão entre eles. O sistema precisa de pouco mais de 1100 satélites para oferecer uma considerável cobertura global.

Recentemente esse projeto recebeu uma autorização oficial do Governo dos Estados Unidos, para ser lançado de forma comercial, após a SpaceX provar em fevereiro que a tecnologia funciona através de dois satélites experimentais.

A foto acima mostra 60 satélites, que são do formato microsat, empacotados em uma carga única para o foguete Falcon 9, todos são de série e já adequados para a operação comercial do sistema, que utilizará a conhecida banda KU para a transmissão de dados.


Esse serviço já existe atualmente, através de satélites geoestacionários, a maioria de grande porte. A órbita desse satélite fica aproximadamente à 36 mil km. Por isso a internet via satélite atual é lenta, cara e pouco acessível, apesar da ampla cobertura.

A diferença é, quanto menor a altitude, menor o tempo para o sinal chegar no satélite e voltar até a Terra, onde está o servidor principal.

Mas o Microsat funciona em órbita baixa, e promete transferir até 1 Gb/s por satélite e com latência de 25 ms, algo bem similar às redes de fibra ótica que as operadoras oferecem na Terra.

O custo total é baixo, apenas 10 bilhões de dólares, incluindo os lançamentos. A empresa responsável por gerenciar o serviço de conexão será a Starlink, também fundada pelo Elon Musk.