A SpaceX foi a responsável por mais um avanço dos Estados Unidos na sua volta às missões tripuladas para a Estação Espacial Internacional.

Depois da cápsula Dragon Crew ser lançada com sucesso no último dia 1º de março, a cápsula passou cerca de 7 dias na Estação Espacial, e retornou nesta última sexta-feira com sucesso para a Terra.

Esse foi o primeiro voo da cápsula modificada, nomeado de “Demo-1”, a primeira missão foi de testes e não levou astronautas a bordo, mas a SpaceX colocou um boneco apelidado de “Ripley” simulando a massa de um corpo humano e com vários sensores instalados para verificar a transmissão de cargas (força G) e vibrações.

Além do boneco, a cápsula levou 200 kg de equipamentos para a Estação Espacial, e retornou com experimentos científicos que foram concluídos, para análise na Terra.

A SpaceX manteve seu bom humor e dessa vez enviou um indicativo de baixa gravidade dentro da cápsula, de acordo com eles de última geração.

O indicativo é este bicho de pelúcia da foto acima, batizado de Earthy, que acabou virando um mascote dos astronautas dos Estados Unidos, orgulhosos da missão.

Todos os procedimentos foram cumpridos com exito, inclusive os pontos críticos, como o acoplamento automático na Estação Espacial, sem ajuda do braço robótico. Até então a SpaceX utilizava o braço robótico para sua cápsula Dragon Cargo, que levou suprimentos para a ISS uma dezena de vezes.

No procedimento de retorno, a cápsula resistiu à reentrada, e acionou os paraquedas corretamente.

A cápsula “pouso” perto da costa da Flórida, no Oceano Atlântico. Na foto temos o resgate da Dragon Crew após a reentrada.

A missão representa um passo importante para restaurar a capacidade de lançamento de astronautas pelos EUA. Desde a aposentadoria do Space Shuttle, em 2011, os EUA utilizam foguetes e cápsulas da Rússia para lançar astronautas até o espaço.

A cápsula Dragon Crew deverá fazer o primeiro voo com astronautas norte-americanos em julho deste ano. 

O grande destaque da cápsula Dragon Crew é manter um cronograma de desenvolvimento mais “adiantado” em relação à CST-100 da Boeing, pela metade do preço. Isso antecipa o cronograma da NASA, de forma que tenha uma menor dependência da Rússia no lançamento de astronautas.

 

Desacoplamento da cápsula para retorno à Terra:

 

Os paraquedas foram acionados corretamente na reentrada:

 

Resgate da cápsula após a reentrada: