Foto - SpaceX

Nesta sexta-feira (23/06) a SpaceX lançou com sucesso o foguete Falcon 9 a partir da sua histórica plataforma de lançamento 39A no Kennedy Space Center. Carregado de combustível para levar o satélite de quase 4000 kg BulgariaSat-1 para a órbita geoestacionária, o Falcon 9 ainda teve a missão de realizar um pouso em uma balsa no mar, por conta do pouco combustível restante.

A missão era ainda mais especial pois pela segunda vez a SpaceX utilizou um primeiro estágio já usado em outro voo, e isso inclusive causou o atraso no lançamento do foguete. Pela primeira vez a SpaceX tentou um pouso somente com 3 motores do Falcon 9, mesmo sabendo que poderia usar um “dispositivo de esmagamento de emergência”, que ganhou um reforço especialmente para essa missão.

A empresa já conseguiu recuperar também a carenagem que cobre a carga útil durante o lançamento, bem como no início deste mês lançou uma cápsula Dragon para a ISS que já foi usada em outra missão. Agora a SpaceX consegue recuperar quase 100% do Falcon 9, faltando só recuperar o segundo estágio do mesmo.

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Foto – SpaceX

O uso de três motores e também do pouso na balsa é por um motivo bem simples, o Falcon 9 precisa de muito combustível para inserir um pesado satélite geoestacionário em órbita (por isso que a NASA quer diminuir o peso dos painéis solares), e isso compromete o combustível restante que o foguete precisa para pousar. Anteriormente a SpaceX nem pousava o foguete após missões para a órbita geoestacionária, mas as últimas atualizações e estudos dos engenheiros eles mudaram o processo.

Usar somente 3 motores, de 9, e pousar no mar, é uma forma de economizar recursos e assim conseguir pousar o primeiro estágio de volta na Terra. Você irá entender melhor abaixo porque o pouso em uma plataforma terrestre demanda maior uso de combustível.

GIF – SpaceX

Através de um Twitter, Elon Musk informou que o primeiro estágio do Falcon 9 usou quase todo o “dispositivo de esmagamento de emergência”, além de estar com a fuselagem bastante queimada pelo procedimento. Podemos ver que foi difícil pois o foguete ficou levemente inclinado após o pouso, diferente de outras missões onde o mesmo pousou suavemente.

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Pouso na Balsa

GIF – SpaceX

A SpaceX já conseguiu pousar com sucesso o Falcon 9 em uma balsa, mas lançando ele a partir da Califórnia, na Base da Força Aérea em Vandenberg, porém nunca realizou essa missão lançando o foguete a partir do Kennedy Space Center, na Flórida, um local mais propício para esse tipo de missão, visto que o foguete é lançado rumo ao leste e depois ele só precisa descer formando uma semi-parábola, que é maior no caso do pouso em solo.

Pousar no mar é algo extremamente difícil, por isso nas maiorias das missões realizadas pelo Falcon 9 para órbitas de baixa altitude pousam em terra firme, onde você tem um deslocamento constante da base de lançamento e, portanto, é fácil de calcular pelo computador, no mar as ondas variam a todo momento o deslocamento horizontal (minimamente) e o deslocamento vertical (com maior significância) da balsa.

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Fora isso, ao realizar um pouso no mar você ainda precisa garantir que conseguirá obter sinal de vídeo do foguete. E isso foi um ponto fraco dessa missão realizada pela SpaceX, a distância da balsa e do foguete comprometeram o alcance do sinal e a transmissão ao vivo do mesmo, mas os engenheiros continuaram recebendo dados de telemetria e da posição do foguete, visto que esse é o ponto crítico da missão.

 

Próxima missão

A próxima missão já acontecerá amanhã, dia 25 de junho, diretamente da Califórnia, onde o Falcon 9 lançará dez satélites IRIDIUM Next para a órbita polar, o local é utilizado exatamente quando a SpaceX precisa cumprir missões para colocar satélites nessa órbita. Esses satélites até ganharam um artigo especial aqui na Aeroflap, visto que eles vão ajudar a aviação nos próximos anos.

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