Foto - SpaceX

A SpaceX lançou e implantou com sucesso mais 60 satélites Starlink, elevando o número total de satélites na rede para quase 300. O projeto Starlink visa criar uma rede de satélites que possam fornecer acesso à Internet em banda larga em todo o mundo, mesmo em áreas remotas atualmente mal atendidas e sem acesso à banda larga.

O lançamento ocorreu às 07h07 desta última segunda-feira, 17 de fevereiro, com os satélites lançados a bordo de um foguete Falcon 9, a partir do Space Launch Complex 40 na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida.

Às 07h23 da segunda-feira, 17 de fevereiro, a SpaceX postou no Twitter confirmando sua implantação bem-sucedida dos 60 satélites Starlink.

O foguete Falcon 9 usado neste lançamento também é notável por ter sido usado anteriormente. Sua primeira etapa foi lançada como parte da missão CRS-17 em maio de 2019 e a missão CRS-18 em julho de 2019, ambas missões comerciais de reabastecimento, e levando cargas, para a Estação Espacial Internacional (ISS) lançadas como parte do programa de reabastecimento comercial da NASA.

A SpaceX tentou recuperar o primeiro estágio, já utilizado em outras missões, mas falhou na recuperação.

Além desse lançamento, a SpaceX colocou mais 60 satélites Starlink em órbita no último dia 29 de janeiro.

 

A constelação de satélites da Starlink, uma “subsidiária” da SpaceX


Quando o projeto for finalizado pela SpaceX, em um prazo ainda não totalmente correto, a constelação terá 4425 satélites, e capacidade de interconexão entre eles, como dito antes, o sistema precisa de pouco mais de 1100 satélites para oferecer uma considerável cobertura global.

Recentemente esse projeto recebeu uma autorização oficial do Governo dos Estados Unidos, para ser lançado de forma comercial, após a SpaceX provar em fevereiro que a tecnologia funciona através de dois satélites experimentais.

A foto acima mostra 60 satélites, que são do formato microsat, empacotados em uma carga única para o foguete Falcon 9, todos são de série e já adequados para a operação comercial do sistema, que utilizará a conhecida banda KU para a transmissão de dados.

Esse serviço já existe atualmente, através de satélites geoestacionários, a maioria de grande porte. A órbita desse satélite fica aproximadamente à 36 mil km. Por isso a internet via satélite atual é lenta, cara e pouco acessível, apesar da ampla cobertura.

A diferença é, quanto menor a altitude, menor o tempo para o sinal chegar no satélite e voltar até a Terra, onde está o servidor principal.

Mas o Microsat funciona em órbita baixa, e promete transferir até 1 Gb/s por satélite e com latência de 25 ms, algo bem similar às redes de fibra ótica que as operadoras oferecem na Terra.

O custo total é baixo, apenas 10 bilhões de dólares, incluindo os lançamentos. A empresa responsável por gerenciar o serviço de conexão será a Starlink, também fundada pelo Elon Musk.

 

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