Em uma operação inédita, a SpaceX de Elon Musk uniu o protótipo SN20 do Foguete Starship ao booster Super Heavy. O trabalho foi realizado na sexta-feira (06) nas instalações da Starbase, no sul do estado americano do Texas, e o resultado foi o sistema de lançamento de foguetes mais alto do mundo. 

Segundo Musk, CEO da SpaceX, a montagem seria realizada na quinta-feira (05) mas ventos fortes que atingiam a região impediram o serviço, que acabou sendo realizado com sucesso no dia seguinte. Juntos, o SN20 e o Super Heavy tem uma altura de 120 metros, 10 metros a mais que o foguete Saturn V da NASA, famoso por ter sido usado nas missões Apollo que levaram o homem à Lua. O Sistema Starship será justamente usado para, novamente, levar tripulantes ao satélite natural da Terra e ao Planeta Marte. 

A união dos dois foguetes tem como objetivo a realização de testes e verificações de ajustes que segundo o portal Canaltech, duraram cerca de uma hora. É provável que as duas partes sejam separadas em breve para passarem por mais análises antes do voo de teste orbital, com o Super Heavy passando por testes de pressurização e motor antes do lançamento. Musk afirmou que tanto o Starship quanto o Super Heavy ainda precisam cumprir itens significativos antes de voar, incluindo um escudo térmico final para o foguete, proteção térmica dos motores, mais tanques de propelente e um braço de desconexão rápida do sistema.

A SpaceX também precisará de uma licença para o lançamento, que poderá ser concedida somente após a finalização de uma análise ambiental pela Federal Aviation Administration (FAA). Segundo o plano de voo apresentado ao órgão, o Super Heavy deverá cair no Golfo do México após o lançamento e, enquanto isso, o Starship entrará em órbita, irá completar uma volta em torno da Terra e, ao fim do voo, retornará para pousar no Oceano Pacífico. 

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