A SpaceX marcou para esta segunda-feira (11/11) o lançamento de 60 satélites Starlink, utilizando um Foguete Falcon 9 Block 5.

O lançamento será realizado através do PAD-40 do Kennedy Space Center, na Flórida, e está marcado para ser transmitido ao vivo a partir de 11h50 (horário de Brasília).

Após a separação dos estágios, a SpaceX pousará o primeiro estágio do Falcon 9 no Oceano Atlântico. A carenagem será recuperada por duas embarcações.

Esse é quarto voo do primeiro estágio deste foguete, e o segundo da carenagem, provando que a SpaceX já está avançada na recuperação de estágios do foguete.

Para assistir ao webcast de lançamento ao vivo da SpaceX, confira o vídeo/link abaixo:

Quando o projeto for finalizado pela SpaceX, em um prazo ainda não totalmente correto, a constelação terá 4425 satélites, e capacidade de interconexão entre eles. O sistema precisa de pouco mais de 1100 satélites para oferecer uma considerável cobertura global.

Recentemente esse projeto recebeu uma autorização oficial do Governo dos Estados Unidos, para ser lançado de forma comercial, após a SpaceX provar em fevereiro que a tecnologia funciona através de dois satélites experimentais.


A foto acima mostra 60 satélites, que são do formato microsat, empacotados em uma carga única para o foguete Falcon 9, todos são de série e já adequados para a operação comercial do sistema, que utilizará a conhecida banda KU para a transmissão de dados.

Esse serviço já existe atualmente, através de satélites geoestacionários, a maioria de grande porte. A órbita desse satélite fica aproximadamente à 36 mil km. Por isso a internet via satélite atual é lenta, cara e pouco acessível, apesar da ampla cobertura.

A diferença é, quanto menor a altitude, menor o tempo para o sinal chegar no satélite e voltar até a Terra, onde está o servidor principal.

Mas o Microsat funciona em órbita baixa, e promete transferir até 1 Gb/s por satélite e com latência de 25 ms, algo bem similar às redes de fibra ótica que as operadoras oferecem na Terra.

O custo total é baixo, apenas 10 bilhões de dólares, incluindo os lançamentos. A empresa responsável por gerenciar o serviço de conexão será a Starlink, também fundada pelo Elon Musk.