Gripen Suécia
JAS-39C Gripen da Suécia.

Após a Finlândia protocolar um pedido oficial de adesão à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), nesta segunda-feira (16/05) a Suécia declarou, através da primeira-ministra, Magdalena Andersson, que tem a intenção de solicitar a adesão do país na aliança militar.

Com a declaração oficial de intenção, a Suécia precisará realizar uma série de votações internas, no parlamento, para aprovar a entrada do país na OTAN. Logo depois os países membros da aliança precisam aprovar com unanimidade a entrada da Suécia e Finlândia.

Nas últimas semanas pesquisas de opinião da Suécia e Finlândia demonstram um aumento do apoio popular para a entrada dos países na Otan, em alguns casos acima de 60% do público entrevistado. A recente invasão da Rússia na Ucrânia é o principal motivo do maior apelo popular.

“A avaliação do governo é que a adesão à OTAN é a melhor maneira de proteger a segurança da Suécia à luz do ambiente de segurança fundamentalmente alterado após a invasão da Ucrânia pela Rússia”, acrescentou a primeira-ministra Magdalena Andersson.

“Sua adesão [da Suécia e Finlândia] aumentaria nossa segurança compartilhada, [e] demonstraria que a porta da OTAN está aberta e que a agressão não compensa”, disse o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, praticamente dando luz verde a um acordo para a entrada das nações.

Caso a Suécia e a Finlândia façam parte da OTAN, o Mar Báltico será visto como um território inimigo para a Rússia, dificultando as operações dos seus portos que se localizam nas proximidades da região. 

Por este motivo, de retaliação da Rússia, a Turquia disse na semana passada que “não vê com bons olhos a adesão da Finlândia e Suécia na aliança”. O país pode decidir barrar o acordo de entrada dessas nações na OTAN em uma reunião da cúpula. O posicionamento foi reforçado nesta segunda-feira (16) pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Anteriormente a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, respondeu dizendo que haverá retaliações se as duas nações se juntarem à Aliança liderada por Washington. Apesar disso, a Rússia não fez nenhuma movimentação militar após a Finlândia solicitar a sua entrada na OTAN.