Swiss retoma as operações “normais” com o Airbus A220

A Swiss declarou recentemente que está normalizando a operação de voos com o Airbus A220. De acordo com a companhia, o avião não precisa ter uma limitação de voos em até 28000 pés, como anteriormente.

Toda essa história começa quando o Airbus A220 começou a ter seus primeiros problemas nos motores Pratt & Whitney. A Swiss chegou até mesmo a paralisar os voos com a aeronave em 2019, por uma recomendação da própria EASA.

Quando a companhia decidiu retomar as operações, os aviões tiveram a sua altitude limitada em 28000 pés, para evitar esforços adicionais aos motores da aeronave, e que estes apresentassem danos precoces, por problemas de fabricação da Pratt & Whitney. 

Foto – Swiss

No entanto, a fabricante norte-americana teve tempo para trabalhar em uma atualização, e entregou à Swiss novos motores em dezembro. Como resultado, as restrições foram retiradas, e agora o A220 pode operar voos com a sua capacidade máxima de altitude, 41000 pés.

O primeiro voo cumprindo um envelope “normal” do A220 foi operado pela Swiss ontem (11/01). A aeronave de matrícula HB-JBA atingiu uma altitude de 39000 pés enquanto voava de Zurique, na Suíça, para Kiev, na Ucrânia.

Há mais de um ano o Airbus A220 não tinha permissão dentro da companhia para superar a altitude de 28000 pés.

“Recebemos a atualização de software necessária para o controle do motor da Pratt & Whitney. Houve um voo de teste que mostrou que o comportamento dos motores atendeu totalmente às expectativas. Como resultado, a SWISS modificou todos os motores A220 com a atualização do software”, disse um porta-voz da Swiss.


 

Resumo do problema

A Swiss sofreu nos últimos anos cerca de três incidentes envolvendo problemas no motor Pratt & Whitney PW1500G do A220. Dois desses incidentes tiveram danos em componentes do motor, algo investigado posteriormente pela Airbus e PW.

A PW identificou que era possível resolver esse problema com uma atualização de software, que reduzia o risco de uma vibração destrutiva causar danos em componentes do motor.

Airbus A220

Temporariamente, enquanto atualizava o software e testava, a PW pediu aos pilotos que limitassem o uso de até 95% da potência quando acima de 29000 pés. A Swiss, por sua vez, impôs uma restrição de não operar os aviões acima de 28.000 pés.

A decisão da companhia foi um complemento interno, visto que agências reguladoras de aviação colocaram outras restrições.

Duas afetavam bastante o padrão de operação: Os pilotos deviam desligar o controle automático dos motores antes de subir acima de 29000 pés; Os mesmos também deveriam desligar o sistema de degelo das asas acima de 35000 pés, para evitar um maior uso de potência do motor.

Por essas restrições a parte operacional da companhia decidiu limitar a altitude de operação do A220.

O novo software tem novos sistemas de proteção, e praticamente inibe a chance do motor PW1500G voltar a apresentar problemas.

 

Fonte: aeroTELEGRAPH

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