A tarifa aérea média doméstica real (atualizada pela inflação) subiu 1% em 2018 na comparação com o ano anterior, atingindo o valor de R$ 374,12.

No último trimestre do ano, a elevação da tarifa aérea média foi de 2,1% em relação ao mesmo período de 2017. O yield tarifa aérea médio, indicador que mede o preço pago pelo passageiro por quilômetro voado, caiu 0,8% em 2018, em relação a 2017, para R$ 0,31693.

De janeiro a dezembro de 2018, 6,7% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$ 100,00 e 50,9% abaixo de R$ 300,00. As passagens acima de R$ 1.500,00 representaram 0,8% do total.

O ano de 2018 foi marcado pela alta dos indicadores atrelados aos custos mais significativos da indústria: combustível e câmbio. O querosene de aviação (QAV), que corresponde a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo¹ prestados pelas empresas brasileiras no período, registrou alta de 37,3%² em relação a 2017.

Já a taxa de câmbio do real frente ao dólar, que tem forte influência sobre os principais itens da cesta de custos do setor, subiu 14,5% no mesmo período de comparação (2018 em relação a 2017). A taxa de câmbio tem forte influência nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, que, em conjunto, representam cerca de 50% das despesas dos serviços aéreos.

No quarto trimestre, combustível e dólar registraram altas de 41,4% e 17,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2017.

 

Tarifa por empresa


Entre as principais empresas brasileiras, em 2018 houve aumento da tarifa aérea média doméstica real da Azul (+7%) e da Avianca (+4,2%) na comparação com o ano anterior.

As aéreas Gol e Latam registraram queda de 3,5% e 0,8% na tarifa aérea média, respectivamente, em relação a 2017.

No quatro trimestre, as tarifas de Avianca, Azul e Latam apresentaram aumento de 7,3%, 3,5% e 4,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A da Gol apresentou queda de 2,1% na mesma base de comparação.

Em relação aos dados por unidade da Federação, o valor médio por quilômetro pago pelo passageiro em voos domésticos (yield tarifa aérea médio) no período de janeiro a dezembro registrou aumento em 17 unidades da Federação e queda em 10 na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O aumento mais expressivo foi no Tocantins, de 6,3%, e a redução mais significativa (-17,3%) foi para os passageiros domésticos com origem ou destino no Acre.

A menor tarifa aérea média doméstica real foi observada nos voos com origem ou destino no Espírito Santo (R$ 317,65, para uma distância média de 854 Km, a segunda menor entre todas as unidades da Federação). A maior tarifa foi em Roraima (R$ 646,70, para uma distância média de 2.365 Km, a maior entre as 27 UFs).

 

Via – ANAC

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