A tarifa aérea média doméstica real (atualizada pela inflação) fechou o terceiro trimestre de 2018 em R$ 379,80, configurando uma alta de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 378,62).

yield tarifa aérea médio, que mede o preço pago pelo passageiro por quilômetro voado, teve queda em de 1,8% em relação ao mesmo período. Foi o nono trimestre, entre os últimos dez, de queda no indicador.

Os dados constam do Relatório Tarifas Aéreas Domésticas – 3º Trimestre de 2018 divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nesta quinta-feira (20/12). De janeiro a setembro deste ano, 7,5% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$ 100,00 e 53,5% abaixo de R$ 300,00. As passagens acima de R$ 1.500,00 representaram 0,7% do total.

Com relação aos dados por estados, a menor tarifa foi observada nos voos com origem ou destino no Espírito Santo (R$ 296,86, para uma distância média de 836Km, a segunda menor entre todas as unidades da Federação) e a maior tarifa foi em Roraima (R$ 629,80, para uma distância média de 2.352Km, a maior entre as 27 UFs). Em termos de yield, o menor valor foi para voos com origem ou destino na Paraíba (R$ 0,22657) e o maior foi apurado em Minas Gerais (R$ 0,42165).

O contexto do 3º trimestre de 2018 foi marcado pela manutenção da tendência de alta dos indicadores atrelados aos custos mais significativos da indústria: combustível e câmbio. O querosene de aviação (QAV), que correspondeu a cerca de 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços de transporte aéreo prestados pelas empresas brasileiras no período, registrou alta de 55%. A taxa de câmbio do real frente ao dólar, por sua vez, subiu 25,1%, mantendo a tendência de aumento em relação aos valores apurados em cada mês de 2017. A taxa média mensal do dólar oscilou de R$ 3,83 em julho para R$ 4,12 em setembro.

 

Demanda e oferta

No terceiro trimestre de 2018, a demanda por transporte aéreo doméstico, medida em passageiros quilômetros pagos transportados (RPK), apresentou alta de 4,9% na comparação com o mesmo período de 2017. No acumulado deste ano, o indicador apresentou aumento de 4,4%.

A oferta doméstica de transporte aéreo, medida em assentos quilômetros ofertados (ASK), cresceu 5,9% no trimestre e 4,7% no acumulado do ano.

 

Via – ANAC