Beechcraft AT-6 Wolverine- Foto: Textron

A Força Aérea dos EUA (USAF) comprou por US$ 70,2 milhões duas aeronaves Textron Aviation Beechcraft AT-6 Wolverine para seu experimento de ataque leve contínuo.

Os turboélices foram adquiridos usando uma “Outra Autoridade de Transação” – um processo mais rápido e menos burocrático do que o procedimento convencional de aquisição do Pentágono – e virão com treinamento de pilotos, serviços de engenharia e até quatro anos de suporte de manutenção e peças sobressalentes, afirma a Textron. A aeronave será construída em Wichita, Kansas.

A compra segue um acordo semelhante com a Sierra Nevada Corporation anunciado no dia 03 de março. A Sierra Nevada também ganhou um contrato de US$ 129 milhões para fornecer duas aeronaves de ataque leve Sierra Nevada/Embraer A-29.

Tanto a Sierra Nevada quanto a Textron estão participando do experimento de ataque leve da USAF.

A-29 Sierra Aviation/Embraer. Foto – USAF

O experimento de ataque leve evoluiu e diminuiu de escopo ao longo de vários anos. Originalmente, a USAF pretendia encontrar um avião de ataque ao solo barato para voar. Pretendia comprar dezenas de aeronaves de ataque leve. No entanto, recentemente, a iniciativa se transformou em um esforço para desenvolver uma plataforma aérea para transportar equipamentos de comunicação que ajudariam os aliados a coordenar ataques ar-terra com os EUA.

Esse kit de comunicação é chamado de Rede Over-Horizon de Relé Extensível Aerotransportada, ou AERONet. A USAF prevê um sistema capaz de fornecer vídeo, voz, bate-papo, comando e controle às nações parceiras por menos de US$ 500.000 por unidade.

O Textron AT-6 deve ser usado pelo Comando de Combate Aéreo da USAF na Base Aérea de Nellis, em Nevada, para testes e desenvolvimento contínuos de táticas e padrões operacionais.


O Sierra Nevada A-29 será usado em Hurlburt Field, na Flórida, pelo Comando de Operações Especiais da Força Aérea para desenvolver um programa piloto de instrutores para sua missão de Consultoria de Aviação de Combate. A USAF diz que está recebendo mais pedidos de treinamento de pilotos militares estrangeiros no uso de aeronaves de ataque leve.

AT-6 Wolverine- Foto Textron Aviation Defense

Os países que operam aeronaves de ataque leve tendem a ter forças aéreas menos sofisticadas com orçamentos limitados. Aviões de ataque leve, como o AT-6 e o ​​A-29, custam em torno de US$ 1.000 por hora para voar.

Os operadores A-29 incluem as forças aéreas do Brasil, Colômbia, Afeganistão, Equador, República Dominicana, Indonésia, Líbano e Nigéria.

A aeronave Beechcraft T-6 Texan II, na qual o AT-6 se baseia, é usada como aeronave básica de treinamento de pilotos para países como EUA, Canadá, Reino Unido, Israel, Grécia e Marrocos. A USAF é o cliente de lançamento da variante de ataque leve.

 

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