Foto - Sgt Lima / SRPV-SP

Nos três dias do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, realizado em São Paulo, no último fim de semana, equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) coordenaram 160 voos de helicópteros que tiveram como destino o Autódromo de Interlagos. De acordo com a organização, o evento, realizado de 10 a 12 de novembro, recebeu mais de 140 mil espectadores. A região fica a 20km do centro da capital paulista.

A demanda aérea na região, muito próxima do Aeroporto de Congonhas e de diversos helipontos, motivou o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) a planejar uma operação especial para controlar as aeronaves e garantir a segurança nas operações aéreas aos pilotos e usuários do serviço.

De acordo com o Chefe da Divisão Operacional do SRPV-SP, Tenente-Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio, a operação não se limita apenas aos dias do evento. “Além do planejamento e logística para instalação de equipamentos, o SRPV-SP promoveu briefing operacional para mais de 70 pilotos que voariam durante o GP para se interarem dos procedimentos de pouso e decolagem em Interlagos”, explicou. Participaram do briefing pilotos civis e militares responsáveis por ações de emergência durante o evento.

Os equipamentos de Estação Meteorológica de Superfície, rádio VHF e telefonia foram operados por 20 profissionais da área técnica e operacional da FAB. Os militares e equipamentos ficaram baseados na estrutura da Torre Lagos, montada em um container elevado e instalada no kartódromo, ao lado do autódromo de Interlagos.

O coordenador da operação, Major Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Ubiraci da Silva Pereira, tem a experiência de 14 operações durante o GP Brasil de Fórmula 1. “O mau tempo típico desta época do ano e a localização de Interlagos demandam uma coordenação do piloto com o controlador de tráfego aéreo, que detém a informação de meteorologia, do pátio de estacionamento e da circulação de aeronaves de segurança pública e de emergência”, explicou.

Neste ano, o evento contou com a participação da Equipe de Salto Livre do Exército Brasileiro, os Cometas. A equipe realizou dois saltos antes do início da corrida, com pouso na pista do autódromo, e demandou maior coordenação da Torre Lagos. “São dezenas de técnicos, controladores, pilotos e colaboradores de outras instituições que atuam para garantir a fluidez e a segurança aérea do evento, que novamente foi realizado sem nenhuma ocorrência”, ressaltou o Major Pereira.

 

Via – Força Aérea Brasileira