Tripulação sobreviveu após primeiro míssil atingir Boeing 737 abatido

Os dados dos gravadores de voz da cabine do Boeing 737-800 da Ukraine International que se acidentou no inicio desse ano foram divulgados recentemente. A aeronave foi atingida por misseis das Forças Armadas do Irã, enquanto a aeronave decolava da cidade de Teerã.

Os gravadores revelaram dados que os tripulantes de voo sobreviveram ao primeiro míssil que atingiu o Boeing. As discussões sobre como realizar um pouso ou o que fazer durou cerca de 19 segundos após o primeiro ataque.

Após os 19 segundos de dados sendo gravados e registrados, ambos foram desligados após esse tempo. Não foi possível registrar o segundo míssil atingindo a aeronave cerca de 6 segundos depois. 

O Boeing 737-800 operava o voo PS752 que tinha como destino a cidade de Kiev até ser abatido por forças militares do Irã. Na ocasião o país estava em máxima atenção devido aos possíveis conflitos com os EUA.

Investigadores iranianos já indicaram que um erro de alinhamento com um sistema de vigilância baseado em solo, indicou incorretamente que a aeronave estava decolando em uma pista inesperada e foi interpretada como hostil.

O recém-nomeado chefe da Organização da Aviação Civil, Touraj Dehghani Zanganeh, disse que no voo estavam três pilotos sendo um deles instrutor. Todos estavam cientes do que tinha acontecido e lutavam para ter o controle da aeronave além de pensar em como proceder naquela situação.

Os dois misseis disparados contra a aeronave tiveram um intervalo de 30 segundos entre eles. Entretanto apenas com o primeiro sendo registrado pelos gravadores de dados pois gerou avarias nos sistemas da aeronave antes do segundo míssil.


A investigação havia indicado anteriormente que o segundo míssil poderia não ter acertado a aeronave e que o primeiro impacto havia sido suficiente para derrubar o 737. Zanganeh disse que a leitura do gravador ocorreu na presença de representantes da Ucrânia, EUA, França, Canadá, Reino Unido e Suécia, além de um membro da ICAO.

O ministro canadense dos transportes, Marc Garneau, disse que o governo recebeu uma cópia do relatório de leitura da Organização de Aviação Civil Iraniana.

Mas ele diz que este relatório preliminar fornece apenas “informações limitadas e selecionadas”. “O relatório apenas menciona o que aconteceu após o primeiro ataque do míssil, mas não o segundo e apenas confirma informações que já sabemos”, completou.

Garneau e o ministro das Relações Exteriores canadense, François-Philippe Champagne, insistem que as autoridades iranianas forneçam respostas sobre por que o espaço aéreo estava aberto em um momento de alerta militar intensificado e por que os mísseis foram lançados.

 

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