Durante a assembleia que decretou a greve da Avianca Brasil, realizada na segunda-feira (13/05), os tripulantes da companhia fizeram uma manifestação espontânea, de forma unânime, para apoiar o requerimento feito pela Azul Linhas Aéreas à 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo de realização de “propostas fechadas” de uma única UPI (Unidade Produtiva Isolada) como forma de alienar parte dos ativos da Avianca.

A Azul assumiu um compromisso com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) de que, nessa hipótese, caso vença o processo competitivo, irá contratar somente tripulantes da própria Avianca para operar a UPI, mediante o critério de antiguidade, na proporção para aproximadamente dez aeronaves.

No pedido, a Azul propõe o valor mínimo de US$ 145 milhões (o equivalente a cerca de R$ 580 milhões) para o arremate da UPI, que operaria com 21 slots (autorizações de pouso e decolagem) que a Avianca detém atualmente em Congonhas, Santos Dumont e Brasília.

Inicialmente, a Azul chegou a fazer uma oferta de U$ 105 milhões para a compra de uma UPI constituída pela Avianca, mas o plano de recuperação judicial que acabou aprovado previa a formação de sete UPIs —Gol e Latam acabaram entrando também na concorrência, e a Azul chegou a anunciar desistência.

A homologação do plano de recuperação, no entanto, foi suspensa por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, atendendo a um pedido feito pela Swissport Brasil, um dos credores da Avianca. Desta forma, o leilão, que estava marcado para o dia 7 de maio, também foi suspenso.

O pedido da Azul ainda está sujeito à análise da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo. A Avianca Brasil também recorre da decisão que suspendeu o plano de recuperação e o leilão.

 

Via – Sindicato Nacional dos Aeronautas