Trump diz que provável sucessor de Baghdadi foi morto por tropas dos EUA

(Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que forças militares norte-americana mataram o provável sucessor de Abu Bakr al-Baghdadi como líder do Estado Islâmico.

“Acaba de ser confirmado que o primeiro substituto de Abu Bakr al-Baghdadi foi executado pelas tropas americanas”, tuitou Trump. “O mais provável a ocupar o cargo mais alto”.

Trump não especificou a quem se referia, mas o governo dos EUA confirmou na segunda-feira a morte de Abu al-Hassan al-Muhajir, porta-voz do Estado Islâmico e figura de alto escalão no grupo jihadista.

No domingo, Trump anunciou que forças de operações especiais haviam matado Baghdadi no noroeste da Síria.

Uma autoridade sênior do Departamento de Estado disse na segunda-feira que al-Muhajir foi morto em outra operação. A milícia curda YPG informou no domingo que al-Muhajir havia morrido em um confronto entre forças lideradas por curdos e tropas dos EUA no norte da Síria.

 

O Estado Islâmico

Não há nenhuma declaração oficial ou luto sobre Baghdadi no canal oficial do Estado Islâmico no aplicativo Telegram desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo seu assassinato nas mãos de forças de operações especiais no noroeste da Síria.


O perfil oficial da agência de notícias do grupo, a Amaq, no Telegram continua operando normalmente, divulgando desde domingo mais de 30 reivindicações de ataques na Síria, Egito, Afeganistão e Iraque, elogiando seus combatentes.

Também houve menos conversas entre os apoiadores jihadistas nas mídias sociais em comparação com a morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, em 2011 e de outros líderes militantes.

Analistas disseram que o que sobrou da liderança do Estado Islâmico estava em estado de choque, provavelmente tentando manter o grupo unido e concordar com um sucessor antes de confirmar o assassinato de Baghdadi.

“Provavelmente há agora um caos dentro do que resta da liderança. Assessores importantes foram mortos e documentos destruídos”, disse Hisham al-Hashimi, especialista iraquiano em grupos militantes.

“Eles vão querer concordar com um sucessor antes de anunciar a morte”, disse ele, acrescentando que uma divisão do grupo pode atrasar isso.

O grupo também pode precisar mudar seu nome, já que o uso do califado islâmico declarado de Baghdadi não era mais apropriado, pois perdeu as áreas do Iraque, Síria e Líbia que seus combatentes costumavam controlar até 2017, disseram analistas.

Muitos dos seguidores de Baghdadi também foram mortos, disse Trump no domingo.

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