Donald Trump quer literalmente voltar aos tempos pré-1972, quando o Estados Unidos se vangloriava continuamente dos seus progressos espaciais, enquanto a Rússia se enrolava com o foguete N-1, que não era uma boa ideia desde a concepção.

Mas o jogo virou um pouco ao longo dos anos, a Rússia, na figura da URSS, investiu no lançador Soyuz/Progress, com base no foguete de mesmo nome que era derivado de uma arquitetura de Sergey Korolev (e cá entre nós, Korolev era um gênio mas depois que morreu o ego dos outros minou a ida dos russos à Lua). Já os Estados Unidos investiram no Space Shuttle, um veículo mais caro e pesado para levar os astronautas para missões espaciais.

Space Shuttle com seus 2 boosters em funcionamento.

Não que o Space Shuttle seja um veículo ruim, ele era excelente, mas caro, e de tamanha complexidade que a confiabilidade não era tão apurada como no lançador russo, usado até hoje mesmo tendo seu projeto base na década de 70, que passou por modificações ao longo dos anos. O custo do Ônibus Espacial resultou no cancelamento do programa em 2011, naquela época, no governo Obama, a NASA estava cortando os seus investimentos no setor espacial, até mesmo missões para a ISS estavam ameaçadas.

Obama cancelou em 2010 todo o planejamento do Governo de George W. Bush, este queria que o homem voltasse para a Lua antes de 2020, mas as missões para o planeta vermelho só seriam realizadas após 2030.

Mas Trump que mudar esse panorama causado pela recuperação econômica do presidente Barack Obama, ele autorizou a realização de uma missão para a Lua e Marte, que será dirigida pela NASA, como sempre. Em março desse ano ele autorizou o repasse de US$ 19,5 bilhões para a NASA usar em 2017.

O primeiro passo de Trump é retornar à Lua, algo que os americanos não fazem desde 1972, quando a missão Apollo foi encerrada, com base na experiência em solo lunar usando lançadores mais modernos e equipamentos atuais, a NASA vai começar o planejamento de enviar homens para Marte. 

Foto – NASA/Divulgação

Na verdade os Estados Unidos já estão fazendo isso, à passos de formiga (ok!), o dinheiro investido pela NASA era pouco anteriormente, mas o suficiente para construir o SLS (Sistema de Lançamento Espacial), o foguete mais potente criado até então, aproveitando parte da experiência com o lançador do Space Shuttle.

Além dos investimentos da NASA, a SpaceX também está no caminho de ir para a Lua, mas realizando tudo como uma empresa privada e um amplo capital, Elon Musk é ajudado pelo sucesso que seus foguetes fazem atualmente, são os únicos com capacidade de recuperação total de boa parte da sua estrutura, diminuindo drasticamente os custos de lançamento e dando uma posição privilegiada em relação à concorrência com outras empresas do setor, que cobram no mínimo o dobro para realizar o mesmo serviço.

Cápsula do foguete BFR da SpaceX em ilustração.

Elon Musk disse anteriormente que pode enviar homens à Lua já em 2018, embora só vá orbitar o satélite natural, mas os atrasos na concepção do foguete Falcon Heavy e da cápsula Dragon 2 podem adiar essa data para pelo menos 2019 ou 2020, esse ainda é um bom prazo, considerando que a NASA não planeja fazer o primeiro voo do SLS antes de 2019.

Mas Musk também se apoia no BFR, uma versão reduzida do ITS e com a mesma capacidade de pouso dos irmãos menores, esse seria um foguete capaz de levar 100 pessoas para Marte, em uma só viagem.

A boa notícia para Trump é que desta vez os Russos não estão com muito dinheiro para fazer esse mesmo investimento, talvez a China, mas eles não conseguem colocar nem uma Estação Espacial em órbita.