Nas últimas semanas a United Airlines demonstrou uma certa ansiedade para conferir o novo projeto da Boeing, de uma aeronave na faixa de 200 a 300 assentos.

O novo projeto, chamado no momento de NMA, deverá ser oficialmente lançado em 2020 pela fabricante norte-americana, mesmo com todo esse problema do Boeing 737 MAX que os funcionários da empresa estão tentando corrigir.

De acordo com o diretor financeiro da United, Gerry Laderman, a empresa quer conferir o novo projeto para escolher entre o A321XLR e o NMA.

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“Gostaríamos de ver alguma clareza para que possamos fazer a escolha, mas temos um pouco de tempo para podermos esperar”, disse Laderman, que também completou, “O A321XLR não resolve o problema de substituição do 767”.

“Como sempre fazemos, conversamos com os dois fabricantes sobre seus produtos, e a Boeing está ciente – e isso não é só conosco – de que a indústria está querendo saber o lançamento no NMA”, disse Laderman, falando sobre a discussão da companhia com a Boeing para saber mais detalhes do NMA.

Vale ressaltar que o projeto do NMA ainda não está congelado, então algumas características da aeronave podem ser alteradas pela Boeing.

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O projeto base é para uma aeronave com capacidade de 270 passageiros, que consegue cumprir voos com autonomia de até 9300 km. Categorizado no momento como o principal concorrente, o Airbus A321XLR poderá fazer voos de até 8700 km com 200 passageiros a bordo.

A Boeing minimiza a concorrência da sua nova aeronave com o recém-lançado Airbus A321XLR, e expande os horizontes de atuação do seu novo avião, ocupando o lugar do Boeing 767 e algumas rotas realizadas pelo Boeing 787.

“Quando você fala sobre a proposta de valor do NMA, essa não é uma proposta de valor que aborde apenas o 757”, disse Ihssane Mounir, vice-presidente de vendas comerciais e marketing da Boeing. “É uma proposta muito mais ampla do que a 757, em termos de espaço de mercado, em termos de capacidade e alcance.”

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A Boeing pode facilmente gastar mais de US$ 15 bilhões no projeto do NMA, de acordo com Ken Herbert, analista da Canaccord Genuity.

 

 

Via – FlightGlobal

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