Boeing 787 United Airlines
Foto - Boeing/Divulgação

Depois de um alerta da Delta Airlines para os investidores, foi a vez da United Airlines avisar sobre um possível impacto nas despesas da companhia, devido à escalada de alta no preço dos combustíveis.

“No final das contas, os preços mais altos do combustível de aviação levam a preços mais altos dos bilhetes”, disse o presidente-executivo da United Airlines, Scott Kirby, à CNBC.

A United Airlines espera gastar cerca de US$ 2,39 por galão de Querosene de Aviação (QAV) no quarto trimestre. A companhia gastou em média US$ 2,14 por galão no terceiro trimestre, cerca de 6% a mais que no mesmo período de 2019.

De acordo com a Delta, mesmo nos Estados Unidos, o Querosene de Aviação representa cerca de 20% do custo operacional da companhia. Em outros países, como no Brasil, esse custo chega a 40%.

A Delta divulgou em seus resultados do 3º trimestre, que pagou cerca de US$ 1,94 por galão de combustível no período, pouco a menos na comparação com a United. A estimativa para o 4º trimestre é pagar entre US$ 2,25 e US$ 2,40 o galão do Querosene de Aviação (QAV).

A forte alta pode atrapalhar na lucratividade das empresas em um momento chave, enquanto trabalham para retomar a oferta de voos nacionais e internacionais, especialmente nos EUA, o maior e mais lucrativo mercado da aviação no mundo.

 

Combustível no Brasil

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) fez recentemente um alerta para a escalada do preço do querosene de aviação (QAV), que registrou alta de 91,7% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período do ano passado, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Também preocupam os sucessivos recordes de cotação do dólar em relação ao real neste ano, fatores que podem ameaçar uma retomada mais consistente da aviação comercial brasileira e vêm pressionando os preços das passagens aéreas.

Apesar desse cenário desafiador, nos últimos cinco meses houve crescimento da oferta de voos domésticos e os valores das tarifas aéreas são inferiores aos níveis pré-pandemia.

O levantamento mais recente da ANAC mostra que a tarifa média aérea doméstica real do segundo trimestre de 2021 registrou queda de 19,98% em comparação com o mesmo trimestre de 2019, período prévio aos impactos da pandemia da Covid-19.

O preço médio do bilhete foi de R$ 388,95, ante R$ 486,10. A ABEAR destaca que qualquer comparação de preços de bilhetes tendo como referência o ano de 2020 leva em consideração os menores valores históricos por causa do impacto da pandemia.

No ano passado, a tarifa aérea doméstica se situou em R$ 376,29, o menor preço em 20 anos.

 

Com informações de Reuters e AEROFLAP

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