A United Airlines fez entre a última sexta-feira e este sábado um voo de São Francisco para Zurique, e com uma fórmula especial, o Boeing 787 responsável pela operação desse voo usou uma mistura do QAV com um biocombustível derivado de carinata.

Esse foi o voo transatlântico mais longo até o momento usando biocombustível, no total o voo durou 11 horas.

O Boeing 787, equipado com motores GEnx, foi abastecido com uma mistura que levou 30% de bioquerosene na composição, como dito acima, derivado de carinata, e outros 70% de Querosene de Aviação (QAV).

O voo mais longo, em um Boeing 787, com biocombustível até o momento é o da Qantas, de Los Angeles para Melbourne, operado no início de 2018 e que contou com o apoio das mesmas empresas que forneceram a mistura de combustível à United.

A Agrisoma, empresa responsável por fornecer o biocombustível para a refinaria, disse que plantou 50000 acres de carinata em 2017, com finalidade de fornecer esse biocombustível. Isso já era o suficiente para produzir até 25 milhões de galões de biocombustível.

Em 2018 essa área plantada duplicou, e a empresa espera crescer rapidamente o fornecimento de biocombustível ao longo dos anos.

Dessa forma a quantidade de biocombustível fornecido deve aumentar bastante, o que vai melhorar significativamente a emissão de carbono na atmosfera, apesar da aviação não influenciar tanto o aquecimento global nos moldes atuais, com motores mais modernos e econômicos.