A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã. Foto: U.s Airforce

O Conselho responsável por investigar acidentes aeronáuticos da Força Aérea dos Estados Unidos, identificou e relatou as causas do acidente com um A-29 Super Tucano da Marinha Americana, que matou um piloto militar em 22 junho de 2018.

Segundo esse relatório que apontam as causas do acidente, ele ocorreu após o lançamento de uma bomba guiada a laser GBU-12 (de 500 libras) no Red Rio Bombing Range, parte do White Sands Missile Range. Além do tenente da Marinha Christopher Short, havia um mecânico de voo a bordo, que conseguiu ejetar tendo apenas ferimentos leves.

As causas apresentadas no relatório apontam “um controle excessivo da aeronave, seguido por uma falha na aplicação de procedimentos de controle de recuperação adequados. Ao girar muito rapidamente em baixa velocidade após a liberação de uma bomba prática, a aeronave entrou em um mergulho espiral descontrolado”.

O relatório ainda informa o que teria levado a morte do tenente. Segundo o relatório da USAF, “o piloto decidiu se ejetar tardiamente, após tentativas de recuperação da aeronave”.

O A-29 Super Tucano da Embraer participa do programa OA-X da USAF, que foi suspenso por período indeterminado. Estes caças A-29 são fabricados em parceria com a empresa norte-americana Sierra Nevada Aviation.

O Programa OA-X visa a escolha de uma nova aeronave de ataque leve a ser operada pela USAF, e dentre várias opções apenas duas aeronaves foram escolhidas para a fase final do programa, entre elas o A-29 Super Tucano, o projeto brasileiro concorre o diretamente com o AT-6B Wolverine da Textron Aviation.

Os A-29 da parceria Embraer/Sierra Nevada Aviation já operam um cenário constante de conflito real pela Força Aérea Afegã, e também pela Nigéria, a partir de uma parceria com a USAF.