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AFSOC/Divulgação.

O Comando de Operações Especiais da USAF (AFSOC) está planejando demonstrar o MC-130J Commando II com capacidade anfíbia, chamado de MAC, até o final de 2022, revelou o comandante do AFSOC à jornalistas durante a Convenção Anual da Associação da Força Aérea, na segunda-feira (20). 

“Posso dizer com certeza que nosso plano é realizar uma demonstração até 31 de dezembro do próximo ano”, disse o comandante do AFSOC, Tenente-General Jim Slife, enfatizando que uma demonstração em voo muito provavelmente contaria com apenas uma aeronave, tendo como objetivo a validação de modelos de engenharia digital que o programa executou até agora com as capacidades da aeronave.

A Lockheed já sugeria um C-130 anfíbio/hidroavião desde a década de 1960, mas a vontade do AFSOC foi revelada apenas em maio desse ano pelo The War Zone. “À medida que os objetivos estratégicos nacionais [dos EUA] mudam o foco para as regiões litorâneas, o Comando de Operações Especiais da Força Aérea está avançando em novas abordagens para expandir a independência de pistas e a capacidade expedicionária da plataforma multimissão”, explica o AFSOC em comunicado emitido no dia 14 deste mês. 

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As últimas ilustrações do modelo proposto apresentam grandes flutuadores removíveis que permitiriam à aeronave decolar e pousar tanto em corpos d’água quanto em solo. Ao permitir áreas significativamente maiores de decolagem e pouso não tradicionais, o MAC também ajudaria a reduzir a vulnerabilidade da aeronave, evitando locais facilmente alvejáveis.

“Esta capacidade permite que a Força Aérea aumente a implantação e o acesso para infiltração, exfiltração e recuperação de pessoal, além de fornecer capacidades logísticas aprimoradas para competição e conflito futuros”, disse o Tenente-Coronel Josh Trantham, Vice-Chefe da Divisão de Ciência, Tecnologia e Inovação do AFSOC. 

Uma força-tarefa de colaboradores não especificados está trabalhando com o AFSOC e a diretoria de Planejamento e Experimentação de Desenvolvimento Estratégico do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL) para criar um protótipo. A Força Aérea estima que uma demonstração de capacidade operacional pode ocorrer em menos de 17 meses.

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Slife ressaltou, no entanto, que o MAC não seria um “hidroavião” per se. “Vejo que se refere a hidroavião ou avião flutuante, o que não é realmente preciso”, disse Slife. “É uma capacidade estritamente anfíbia que procuramos. Em outras palavras, os serviços utilitários em terra ou na água e não são completamente um tipo de plataforma exclusivamente marítima.”

Protótipos do MAC estão sendo testados em ambientes digitais e por meio de modelagem de realidade virtual pelo AFSOC e empresas do setor privado, afirma a Força Aérea. O AFSOC acredita que essas ferramentas emergentes ajudarão a agilizar o desenvolvimento de protótipos de uma forma que incorpore com precisão a viabilidade do mundo real enquanto reduz o risco.

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“Ser capaz de experimentar a tecnologia existente para avaliar as compensações de design e testar um novo sistema antes mesmo de dobrar o metal é uma virada de jogo”, disse o Major Kristen Cepak, Chefe da Divisão de Transição de Tecnologia do AFSOC.

Via Military Times

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