Vacina é crucial para sobrevida do Airbus A380 na Emirates

Em uma entrevista ao consultor John Strickland durante o evento virtual do Arabian Travel Market desta semana, Tim Clark, CEO da Emirates, foi questionado sobre o futuro de grandes aviões como o A380 após a pandemia.

De acordo com Clark, o A380 é uma ferramente “extremamente potente”, se referindo a capacidade do avião, no entanto, a aeronave depende de uma vacina de COVID-19 para retomar a ser lucrativa, visto que isto pode aumentar a demanda por voos.

“Muito dependerá da implementação dos programas globais de vacinação e inoculação, e se você conseguir isso, [a crise] ficará para trás e voltaremos aos negócios como de costume”, disse ele.

Clark espera que, se uma vacina for lançada rapidamente, os efeitos de curto prazo da crise “provavelmente durarão um ano, enquanto os segmentos primários [de mercado] – corporativos, de lazer, VFR [visitando amigos e parentes] – se resolvam”.

“Desde que a demanda atenda ao cenário da vacinação em massa, não subscrevo esta ‘nova norma’. Haverá diferenças como resultado do que aconteceu – mas será uma mudança de paradigma em tudo o que acontece na economia global – não, não será. A sede de viajar voltará”, disse Clark ressaltando que é ‘burrice’ aposentar antecipadamente tantos aviões Airbus A380.

Os últimos oito aviões A380 da companhia aérea deviam ser entregues no próximo ano. Embora Clark não divulgue o status do cronograma, ele diz que a primeira aeronave equipada com a nova cabine Premium Economy da Emirates “está em Toulouse esperando para ir”.

Após essa afirmação, é possível que a Emirates considere receber os últimos oito aviões. Anteriormente a Airbus ressaltou à companhia que já está fabricando, ou fabricou, essas aeronaves, logo não seria possível a companhia desistir da encomenda.


 

DEIXE UMA RESPOSTA