De acordo com as informações veiculadas pelo site Bloomberg os dados da vida útil do F-35B (com capacidades de pouco e decolagem na vertical) adquiridos pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA “está bem abaixo” da expectativa de vida útil de 8000 horas da frota.

“Pode ser tão baixa quanto 2100 horas”. A informação saiu direto do Escritório de Testes do Pentágono e veiculado pelo Bloomberg.

Ao mesmo tempo em que se divulga uma notícia desta, algumas autoridades confiam nas capacidades positivas do F-35. Tanto é que o Secretário da Defesa dos EUA, Pat Shanahan, informou que o F-35 “tem muitas oportunidades para mais desempenho”.

Caça Lockheed Martin F-35B Lighting II. Foto – U.S Marines

Alguns pontos sobre o F-35 no contexto da durabilidade e operação:

  • A confiabilidade interina e métricas de manutenção de campo para atender a meta planejada de 80% de disponibilidade não foi atendida, disse o diretor do escritório de testes Robert Behler em nova avaliação, já que melhorias “ainda não estão se traduzindo em melhor disponibilidade”;
  • O desempenho atual da frota está “bem abaixo” desse benchmark divulgado;
  • O teste de segurança cibernética de aeronaves em 2018 mostrou que algumas vulnerabilidades anteriores “ainda não foram remediadas”, disse a avaliação;
  • O tempo necessário para reparar a aeronave e retornar ao status de voo “mudou pouco” no último ano; continua a ser “maior do que” a taxa necessária para indicar o progresso como número de frotas de aeronaves e aumento de horas de voo disponibilizadas;
  • A ferramenta informatizada de manutenção, conhecida como “ALIS”, ainda não tem o desempenho esperado, já que algumas deficiências de dados e funções “têm um efeito significativo na disponibilidade da aeronave” e no lançamento de ataques;
  • O pessoal de manutenção e pilotos “devem lidar com problemas generalizados de integridade de dados, integridade em uma base diária”;
  • Testes realizados com o canhão para ataques ar-solo, do modelo da Força Aérea (F-35A), até setembro indicam precisão “inaceitável”, disse o testador do DoD.

A questão da baixa vida útil está ligada apenas na versão B do caça da Lockheed Martin, tanto a versão A quanto a C parecem estar fora disso. Mesmo com toda essa problemática rodeando o F-35, o caça continua a ganhar não só o espaço dentro dos EUA, mas também no cenário internacional com várias nações adquirindo a aeronave.