LATAM

A LATAM, através da filial chilena, está utilizando de forma massiva os seus aviões Boeing 787 para transportar apenas carga da China para o Chile, pousando em Santiago.

O Boeing 787-9 da Latam Airlines está operando até mesmo voos dos Estados Unidos para o Brasil transportando carga. O 787-9 de matrícula CC-BGG, cumpriu hoje um voo especial, o LA1143, para São Paulo. E também pousou em Viracopos para transportar uma carga de testes para detecção do COVID-19.

No vídeo acima temos um Boeing 787 da LATAM, ainda com a pintura da LAN, embarcando uma carga de máscaras da 3M no próprio interior da aeronave, além de respiradores hospitalares.

Já no vídeo abaixo podemos ver um pouco como essas cargas ficam no interior do avião, que realizou um voo de Xangai (China), com escala na Nova Zelândia e pouso em Santiago.

Importante observar como a carga é acomodada no interior da aeronave. Além de haver caixas até nos bagageiros superiores (bins), localizados acima dos assentos, a companhia ainda precisa posicionar de forma cuidadosa as caixas acima dos assentos.

Os assentos recebem uma capa de plástico, para evitar manchas e rasgos. Toda a carga é fixada com cordas, para evitar uma possível movimentação, que resulta na alteração do CG da aeronave, algo que pode ser perigoso.

Além do Boeing 787, a LATAM também está utilizando outras aeronaves da sua frota para transportar suprimentos médicos dentro do Brasil e na América Latina, como o Boeing 767-300ER, 767F e alguns dos seus aviões da linha Airbus A320.


Um empresário chileno, Andrónico Luksic, agradeceu aos funcionários que participaram dessa missão, em uma publicação do Twitter.

As aeronaves da Latam são para transporte de passageiros, mas foram adaptadas para trazer a carga também na cabine, além do porão. Para viabilizar a rápida resposta à pandemia, bem como maximizar a capacidade de frete aéreo no País, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) editou resolução que permite o transporte de carga aérea na cabine de passageiros.

Com essa aprovação, aeronaves que hoje estão sem demanda de passageiros podem ser usadas para transporte de carga. A autorização se dá em caráter excepcional e temporário, desde que sejam seguidas algumas diretrizes de segurança exigidas pela Agência.

Por questão de segurança, será concedido status de voo de Estado, com as prerrogativas de prioridade de pouso e decolagem, às aeronaves envolvidas na megaoperação.

 

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