Mesmo após criar um turboélice de 90 assentos, a Bombardier parece que desistiu do setor de aviação comercial, ficando apenas com o projeto CRJ, que registra poucas vendas nos últimos anos.

A Bombardier vendeu para uma filial da Viking Air, a Longview Aviation Capital, o projeto do Q400 por apenas US$ 300 milhões. Esse valor é explicado pela falta de encomendas nos últimos anos para o Q400, apenas 62 entregas devem ser realizadas nos próximos anos, a forte concorrência com os aviões da ATR e a pouca atividade da Bombardier para melhorar o projeto resultaram neste 

No contrato a Longview garantiu que vai manter a linha de montagem em Downsview pelo menos até 2021. O projeto atual do Q400 também deverá ser mantido até a mesma data, o propósito da nova empresa dona do projeto é aumentar a atratividade do Q400 no mercado, seja através de atualizações de projeto ou modernização do interior da aeronave.

Este acordo com a Longview ainda depende de uma aprovação regulatória e provavelmente será fechado só no segundo semestre de 2019, afirma a Bombardier.

Mesmo com esses acordos, a Bombardier manteve a sua meta de demitir 5 mil empregados nos próximos 12 a 18 meses, e repassar uma pequena parte para o setor de jatos executivos, afim de evitar maiores cortes.

Recentemente a Bombardier também se desfez da sua divisão de treinamento de pilotos, ao vender por US$ 800 milhões para a CAE, além disso a fabricante também repassou 50,01% do projeto CSeries à Airbus, por um preço muito abaixo do custo do projeto, e se comprometendo a pagar todos os credores que financiaram o desenvolvimento do avião, aumentando ainda mais a vantagem do negócio para a Airbus.