Foto - REUTERS/Leonardo Benassatto

Depois de ter alta após passar 21 dias internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL) retornou para a sua residência no Rio de Janeiro, e para isso teve que seguir em um voo comercial da GOL, na companhia de amigos, familiares e Policiais Federais, que fazem a segurança do candidato.

O voo 1036 da GOL, indo de Congonhas (SP) para o Rio de Janeiro (RJ) estava marcado para decolar por volta das 16h deste último sábado (29/09), mas foi atrasado em 20 minutos para organizar a confusão instaurada dentro do voo.

Além da maior parte dos passageiros que gritaram com entonação de apoio ao presidenciável, e outros contra ele, a equipe de segurança ainda precisou realocar os passageiros da parte da frente da aeronave, para juntar toda a equipe do Bolsonaro perto da cabine dos pilotos, e da galley dos comissários de bordo. Muitos passageiros resistiram à troca de assento, não aceitando tal condição de segurança implementada pela própria Polícia Federal.

Dois passageiros se recusaram a voar junto com Bolsonaro, e foram desembarcados do voo, uma delas relatou que não gosta do candidato, outro por medo de voar devido ao acidente com o presidenciável de 2014, Eduardo Campos.

Vários passageiros filmaram a movimentação dentro da aeronave enquanto Jair Bolsonaro embarcava.

O voo decolou e pousou em segurança no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro e sua equipe teve a prioridade de desembarque para manter as regulamentações de segurança em caso de transporte especial a bordo.

Diferente de outros candidatos, Bolsonaro está priorizando o uso de voos comerciais em sua campanha à presidência, pelo menor custo de deslocamento em comparação com um jato executivo. Geralmente nesses voos as medidas de segurança são aplicadas, e o presidenciável segue com escolta de Policiais Federais.