O mais antigo dos aeroportos administrados pela Infraero no Mato Grosso do Sul completa, nesta quinta-feira (21), 57 anos de operações. Inaugurado em 1960, o Aeroporto Internacional de Corumbá (MS) comemora mais um ano atendendo a população corumbaense no mesmo dia em que o município completa 239 anos.

Além do turismo ecológico, a região tem uma importante movimentação empresarial. Atualmente, o terminal conta com quatro voos regulares por semana da companhia aérea Azul, fazendo a rota da cidade até Campinas (SP), com escalas em Bonito (MS). Com capacidade de receber até 500 mil passageiros ao ano, a cidade é considerada uma das principais portas de entrada para o Pantanal sul-mato-grossense.



No ano passado, mais de 36 mil turistas, entre brasileiros e estrangeiros, passaram pelo aeroporto para visitar a região pantaneira, considerada a maior planície inundável do mundo, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera. Sua pista de pousos e decolagens tem 1,50 mil metros de comprimento, habilitada para receber também aeronaves militares, aviação executiva e táxi aéreo.

Para o superintendente do aeroporto, Carlos Alberto Fonseca Rocha, o terminal também tem grande valor para indústrias mineradoras instaladas na região. “O aeroporto é importante para o desenvolvimento do estado, já que o nosso público se divide entre empresários, que chegam na cidade em busca de oportunidades econômicas, e turistas, principalmente em períodos de pesca”, conta. Por estar localizada estrategicamente na fronteira entre o Brasil, Paraguai e Bolívia; Corumbá foi uma das primeiras cidades do interior do Brasil a ser servida pela aviação comercial.

Um novo terminal de passageiros, com área construída de 2,4 mil m², foi inaugurado em 2001, pela Infraero, que fez homenagem à região em toda a arquitetura do Aeroporto Internacional de Corumbá, inspirada em um dos peixes predominantes da região sul-mato-grossense, o pacu. A área patrimonial do aeroporto é superior a 1,2 milhões m². Outra homenagem está localizada em frente ao terminal, com uma escultura da arara-canindé, uma das mais belas aves do pantanal sul-mato-grossense. Batizada de “O Monumento Pantanal de Corumbá”, a peça tem 4,5 m de altura e é assinada pelo artista plástico da região Cleir Ávila.

 

Via – Infraero