Nesta quinta-feira, durante uma conferência realizada em Paris, a Air France divulgou suas expectativas para a criação de uma nova companhia aérea Low Cost, chamada de Boost, com base no Grupo Air France-KLM. A primeira posição sobre a Air France sobre essa companhia é que ela fará voos de longa distância e o custo médio da passagem será cerca de 20% menor quando comparado ao praticado pela Air France.

A Air France revelou que espera contratar em breve 1000 tripulantes, para possibilitar a operação de cerca de 15 a 20 aeronaves Airbus A320 que a companhia terá em seu início, a Air France não descartou a possibilidade de encomendar o Airbus A350XWB ou outras aeronaves para compor uma frota para voos de longa distância, até 2020 a Air France planeja ter até 30 aeronaves nessa nova companhia aérea Low Cost.

Com algumas medidas a Air France espera um custo de operação 20% menor do que o atual, somente com pilotos a companhia irá economizar 35 milhões de euros por ano. Sindicatos de pilotos demonstraram uma posição contrária sobre a criação de uma Low Cost. A Air France declarou em nota oficial para a imprensa que já submeteu um documento de acordo mútuo para análise do sindicato e que espera uma resposta até o dia 24 de fevereiro, quando ocorrerá a assinatura do documento caso aceito.

Os voos da nova Low Cost serão operados por pilotos da Air France com as regras de uso e pagamento da Air France. Isso significa que a contribuição para a economia de custos “piloto” da Boost será compartilhada por toda a empresa, de acordo com a Air France. O documento enviado para o sindicato garante que a frota da Boost não excederá 18 aviões de médio curso e 10 de longo curso.

O objetivo da Air France é lançar o seu primeiro voo de médio curso no Outono de 2017, com aviões da família Airbus A320. No longo prazo a empresa lançará voos no Verão de 2018 com o Airbus A340, e provavelmente seguido pelo Airbus A350 em 2019.

A Air France garantiu que a partir de 2017 haverá um bônus de participação nos lucros, para todos os funcionários da Air France. Além de um adicional por voo noturno.

Jean-Marc Janaillac, CEO da Air France, afirmou que os passageiros não sentirão a troca, visto que os serviços a bordo serão semelhantes aos da Air France, porém a Boost economizará através de um novo esquema de organização interna.

 

 

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