Hoje a Boeing apresentou oficialmente o primeiro 787-10 Dreamliner, a maior aeronave da família 787 neste momento, em uma cerimônia realizada a partir das 15h30 (horário de Brasília) nas instalações da empresa em North Charleston, na Carolina do Sul.

“O que está acontecendo aqui na Boeing South Carolina é uma verdadeira história de sucesso americana”, disse Dennis Muilenburg, presidente e CEO da Boeing. “Em apenas alguns anos, nossa equipe transformou um local descampado em uma moderna unidade de produção aeroespacial, que está fornecendo aviões 787 para companhias aéreas em todo o mundo e empregando milhares de pessoas nos EUA”, completou Muilenburg.

No evento organizado pela Boeing compareceram alguns funcionários da empresa, imprensa e até mesmo o presidente norte-americano Donald Trump, que subiu ao palco para fazer um pronunciamento oficial. O Governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, também compareceu no evento de Roll Out do Boeing 787-10.

Foto – Boeing/Reprodução

Em seu discurso Donald Trump disse: “Assim como vocês construíram este incrível avião atrás de mim, vamos reconstruir este país e garantir que cada comunidade esquecida tenha um futuro brilhante”. Ele completou suas palavras com: “Os trabalhadores americanos sempre ganharão. Em breve vocês terão condições de igualdade novamente”.

Após isso o presidente norte-americano foi se encontrar Dennis Muilenburg para uma visita na unidade de fabricação de North Charleston. O presidente da Boeing destacou o investimento de US$ 6 bilhões na unidade de Carolina do Sul e a geração de empregos nos Estados Unidos. 

Durante seu pronunciamento oficial na apresentação do 787-10 Donald Trump disse, “Este é o nosso mantra. Compre o que é americano e empregue os americanos. Fiz campanha para que os empregos voltem para os EUA. Eu não quero que as empresas deixem os EUA, não paguem impostos ou demitam americanos.”

Trump também completou, “Queremos produtos carimbados com essas quatro magníficas palavras: Made in the USA”, antes de finalizar com “Deus abençoe a América”.

O avião, que é equipado com motores Rolls-Royce Trent 1000 começará testes em voo ainda no primeiro semestre de 2017, com previsão para receber a certificação de tipo no início de 2018. A Boeing planeja entregar o primeiro 787-10 em meados de 2018. 

Em North Charleston a Boeing constrói todas as variantes do 787, além de seções da fuselagem e itens estruturais. A decisão de construir o 787-10 exclusivamente na Carolina do Sul é por conta da logística de produção da aeronave, a fuselagem central do 787-10 é o resultado de um alongamento da fuselagem original do 787 e, portanto, é inviável para transportar pelos meios comuns, como ferrovias, rodovias e até mesmo no Dreamlifter.

A Boeing também produz as versões 787-8 e 787-9 em Everett, no estado de Washington.

Foto – Boeing/Reprodução

O Boeing 787-10 é o maior avião da família 787, como citado acima, ele tem aproximadamente 68,3 metros de comprimento, cerca de 5,5 metros a mais que o 787-9 e 11,5 metros a mais que o 787-8, o primeiro Dreamliner apresentado pela Boeing. Essa aeronave é capaz de transportar 330 passageiros em configuração típica da Boeing de 2 classes, o 787-9 transporta 290 passageiros com a mesma configuração padrão da Boeing.

O Boeing 787-10 mantém o mesmo tamanho de asa dos seus irmãos menores, com 60,12 metros de envergadura. Nove companhias aéreas encomendaram 149 unidades do 787-10, a cliente de lançamento é a Singapore Airlines.

 

Projeto

Foto – Boeing/Reprodução

Desde 2005 a Boeing planeja fazer uma versão alongada do 787-9 Dreamliner, até então a Boeing só tinha pensado em duas versões para o 787. Com a insistência de empresas como a Emirates e a Singapore Airlines a Boeing decidiu fazer o projeto.

As primeiras encomendas só foram consolidadas em 2013, depois do 787 já ter entrado em serviço, a Singapore Airlines se comprometeu a encomendar 30 aeronaves, desde que a Boeing entregasse a partir de 2018. Durante a Paris Air Show de 2013 a Boeing lançou oficialmente o 787-10 com 102 encomendas na carteira de pedidos.

A Emirates que antes planejava encomendar 100 unidades do 787-10 até hoje não realizou essa encomenda, e nem realizará tão em breve, apesar de haver a intenção.

Foto – Boeing/Reprodução

O lançamento oficial do 787-10 em 2013 também chocou com a apresentação do primeiro A350-900XWB, o seu tradicional concorrente nesta faixa de assentos. A Boeing colocará o 787-10 em serviço após produzir mais de 500 unidades da família 787 e três anos após o A350-900XWB entrar em serviço de voos comerciais.

A comunalidade de projeto do 787-10, permite que outras companhias aéreas que já utilizam o 787 consigam aproveitar os pilotos, comissários de bordo e mecânicos para as três variantes da família Dreamliner. A Boeing afirma que o 787-10 tem 95% de igualdade com outros aviões da mesma família, a companhia pode trabalhar com a mesma equipe para transportar de 240 a 330 passageiros.

O 787-10 tem alterações no ar-condicionado, que agora tem 15% a mais de capacidade de refrigeração. Os motores também receberam um acréscimo de 5000 lbs de força, e mantém as duas opções, com o Rolls-Royce Trent 1000 e o GE GEnx-1B. A fuselagem logicamente foi alterada, juntamente com o trem de pouso que recebeu um novo mecanismo.

 

Início da produção

Foto – Boeing

Em novembro de 2016 a Boeing iniciou os trabalhos na planta de North Charleston para realizar a montagem final do 787-10. Três seções da fuselagem chegaram no local para então entrar no processo de produção do novo jato, novos motores também chegaram na unidade para equipar o jato da Boeing.

Na ocasião a Boeing reuniu os funcionários para apresentar e comemorar o avanço da empresa. Joan Robinson, vice-presidente e gerente geral da Boeing South Carolina disse durante um pronunciamento: “É um dia emocionante para ver essa aeronave em vida.”

Foto – Boeing/Reprodução

A Boeing demorou cerca de dois meses e meio para produzir e apresentar o primeiro 787-10, quase o mesmo tempo de produção para uma aeronave de linha de montagem normal.

 

Confira um vídeo com a montagem do 787-10:

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