Depois da Diretoria Geral de Aviação Civil da Índia (DGCA) abrir investigação contra três funcionários da Air India sobre um incidente sério de segurança, a companhia optou por suspender temporariamente os envolvidos.

De acordo com detalhes do DGCA, dois pilotos e um engenheiro de manutenção deixaram um Airbus A319 voar com uma rachadura na fuselagem no dia 9 de outubro de 2017.



A falha estrutural foi descoberta durante uma inspeção pré-voo e poderia até mesmo deixar a aeronave em solo, pela condição negativa de voo.

Essa rachadura é crítica pois é resultado de fadiga ou dano do material, a fuselagem sofre um processo de ciclos a cada decolagem e pouso, pois a pressurização de ar exerce um diferencial de pressão entre a parte interna e a parte externa, com maior pressão interna o ar exerce força do interior rumo à parte externa, e tenta expandir a fuselagem que se mantém firme através da sua construção estrutural.

Qualquer falha na estrutura pode resultar em uma descompressão explosiva, em casos mais brandos pode haver uma descompressão normal durante o voo, assim a aeronave necessita pousar em emergência.

Um relatório será emitido após os investigadores apurarem o ocorrido, de acordo com a DGCA o prazo para a conclusão é curto. A empresa Air India Engineering Services Ltd (AIESL), que é uma subsidiária da companhia e cuida das atividades de manutenção da frota da companhia aérea, pode também ser punida por esse incidente.