Faz algum tempo que a GE lançou o conceito ATP, para criar um turbopropulsor avançado, o motivo é dominar esse mercado, que ainda tem bastante presença de motores da Pratt & Whitney e da Rolls-Royce.

E para isso a GE fez um investimento total no valor de US$ 1,5 Bilhões para conseguir executar o projeto que em breve equipará o Cessna Denali, um avião monomotor turboélice que usa um conceito bastante parecido com o Pilatus PC-12. O primeiro motor de teste será entregue em Praga (Bélgica) até o final deste ano.

Com o conceito ATP o objetivo da GE é bem claro, tirar a hegemonia do motor PT6 da Pratt & Whitney Canada, o novo motor é mais eficiente em comparação com o concorrente, através de novas tecnologias como lâminas da turbina refrigeráveis, válvulas de estator variáveis e também uso de 25% de materiais compostos.

A GE também entrou no segmento de pequenos jatos executivos com o motor de baixa potência GE Honda HF120, que inclusive foi elogiado pela própria GE, que agora usa a aeronave para transportar funcionários nos Estados Unidos. Esse motor é concorrente direto do Pratt & Whitney Canada PW617F-E, que equipa o Phenom 100 da Embraer.

Global 7000. Foto – Bombardier/Divulgação

Já no campo da aviação executiva de longo alcance a GE está com seu conceito General Electric Passport para propulsionar o Bombardier Global 7000, que no momento está em testes mas deverá entrar em serviço no próximo ano. Esse motor concorre diretamente com o Rolls-Royce Tay, um motor que existe desde o Fokker 100.

Mas não é exatamente com o Rolls-Royce Tay que a GE precisará concorrer, mas sim com o novo motor da linha Pratt & Whitney Canada PW800 que tem um projeto bem atual, com primeiro voo realizado em 2013. A GE poderia usar o motor CF-34 para esses novos jatos, mas ele já com o projeto um pouco ultrapassado.

Em um campo ainda mais avançado, no início de 2017 a GE assinou um contrato com a Aerion para construir um motor dedicado para jatos executivos que voam em velocidade supersônica, como o próprio conceito apresentado pela Aerion. O novo motor deve ter baixa emissão de ruído e ser capaz de voar em velocidade supersônica sem uso de pós-combustor (que nem existirá neste motor).

 

A GE declarou durante a NBAA que ainda está estudando os conceitos que serão usados no avião da Aerion, sem declarar o que planeja para o futuro.

 

Via – FlightGlobal

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