Depois de perder boa parte da sua capacidade de defesa aérea marítima nos últimos 15 anos, ao desativar os porta-aviões São Paulo e o Minas Gerais, a Marinha Brasileira parece ter iniciado as negociações para adquirir um porta-helicópteros seminovo do Reino Unido, chamado de HMS Ocean (L12).

De acordo com informações divulgadas pelo site Poder Naval, o Ministério da Defesa do Brasil autorizou que a Marinha iniciasse as negociações para adquirir o porta-aviões que será descomissionado em março de 2018.

Ainda de acordo com o site citado, oficiais da Marinha Brasileira irão fazer uma visita ao porta-aviões para avaliar as condições de uso do equipamento, bem como analisar os itens que precisam de autorização da U.S. Navy, devido à fabricação da embarcação ser em parte americana. 

Entre os destaques do equipamento está a sua capacidade de operar com qualquer helicóptero usado pela Marinha do Brasil, e muitos dos equipamentos usados pela FAB, caso seja necessária uma integração.

Na mão do Reino Unido o equipamento é capaz de navegar com 800 oficiais a bordo, e ter 18 helicóptero em seu convés. Além disso o navio de 1995 é capaz de operar com aviões como o F-35B e o V-22 Osprey, que têm capacidades de decolagem na vertical.

Um porta-aviões é muito importante para o Brasil manter seu status de poder de defesa na ONU, e também e operações para Otan, nem todos os países contam com um porta-aviões. 

Militares relatam que o HMS Ocean também é capaz de receber aviões do modelo McDonnell Douglas AV-8B Harrier II Plus, mesmo com seu comprimento não maior do que 205 metros.

A propulsão é realizada através de dois motores a diesel, com 12 cilindros dispostos em V, pode percorrer até 13000 km com velocidade de 33 km/h. Para proteção há 4 canhões DS30M Mk.2 30mm, 3 CIWS Phalanx, 8 FN MAG e 4 Miniguns 7.62mm.

Modernos radares garantem a segurança de voo do porta-helicópteros, bem como a defesa contra ataques de submarinos.

Ainda não há definição sobre nome do navio-aeródromo, porém ele começará com a sigla NAe, usada até o momento pelo Brasil para nomear seus dois porta-aviões, hoje aposentados. Se o governo agilizar a aquisição, o previsto é que o equipamento já esteja operacional em 2020, com as certificações e adaptações realizadas em 2019.

O preço cobrado pelo equipamento de 21500 toneladas é de £ 80,3 milhões, ou R$ 356 milhões.

 

Via – Poder Naval

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