Após um problema em voo, o motor PW1100G da Pratt & Whitney está novamente envolvido em uma polêmica, desta vez na Índia. O órgão de Direção Geral da Aviação Civil da Índia está investigando um problema que ocorreu com um Airbus A320neo da GoAir no dia 8 de fevereiro.

A investigação está tentando descobrir porque um dos motores se desligou durante o voo e forçou um retorno para a capital indiana com somente um motor ligado, a aeronave estava fazendo um voo entre New Delhi e Bengaluru quando ocorreu esse problema.

Alguns dos A320neo da companhia também exibiram a indicação “3 bearing warning”  no monitor eletrônico de aeronave centralizado (ECAM), problema que indica um defeito no componente de rolamentos do motor, até então corrigido pelo o fabricante no ano passado.

Os motores estão sendo submetidos a exames de boroscópio pela DGCA, enquanto a companhia aérea está verificando as pás do fan do motor todas as noites para verificar que não há desgaste excessivo nos motores. Anteriormente a Airbus vinha sofrendo por recusas dos clientes em receber aeronaves A320neo equipadas com motorização Pratt & Whitney, a Qatar Airways era a cliente de lançamento e se recusou a receber a aeronave com essa anomalia.

Tal defeito nos motores exigia que as companhias aéreas alongassem o tempo de partida de cada motor para 3 minutos, para aquecer os componentes internos antes do start do motor. O tempo normal de partida para cada motor é de até 90 segundos, como nos CFM 56 e IAE. A Pratt & Whitney prometeu resolver o problema com uma atualização na metade de 2016 e outra definitiva nos dois últimos meses do ano passado, teoricamente o problema não deveria existir já em 2017, visto que os clientes receberiam as peças para realizar os reparos.

Detalhadamente a Pratt & Whitney tinha um problema na carenagem interna do motor PurePower que entrava em contato com o fan principal, quando o motor estava transição para fase fria (1-2 horas depois de desligado). Dar início ao procedimento de start do motor em menor tempo geraria um desgaste desnecessário na ponta das lâminas, ao mesmo tempo que forçaria o eixo principal do motor.

Atualmente a Índia tem 21 aeronaves A320neo com motores Pratt & Whitney em operação, sendo 16 da IndiGo e 5 da GoAir. As aeronaves da IndiGo também estão passando por inspeção. A outra opção de motor para as aeronaves A320neo, da fabricante CFM, não sofre com os mesmos problemas desde a primeira aeronave fabricada.

 

Informações via – FlightGlobal

 

 

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