Como não poderia ser diferente, a temporada do Red Bull Air Race começou com imagens espetaculares. A primeira etapa do mundial de corrida aérea foi disputada neste sábado, 3 de fevereiro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

E a principal atração do trajeto era um voo vertical de 200 metros de altura.



Quando chegavam ao limite do traçado, os aviões tinham de voltar, e pra isso era preciso subir de nariz apontado para o céu a mais de 400 km/h, atingindo os tais 200 metros de altura, e ultrapassando a marca de 10G (dez vezes a força da gravidade).

Logo depois, vinha um mergulho de volta à altitude normal de corrida. O circuito é demarcado por barreiras infláveis e os aviões devem passar entre elas, bem pertinho da água (no mínimo 15 e no máximo 25 metros em relação à superfície da baia de Abu Dhabi).

Quem lidou melhor com este desafio ao controle das aeronaves e à resistência humana foi o norte-americano Michael Goulian, que foi o mais rápido na prova final e venceu pela primeira vez depois de quase nove anos (a última havia sido na Hungria, em agosto de 2009).

Foto – Red Bull Air Race/Divulgação

Um dos responsáveis pelo sucesso de Goulian é o chefe de equipe brasileiro Pablo Castello Branco, que carrega a experiência de piloto de avião privado (chegou a pilotar para o ex-piloto de Fórmula 1 e campeão da Fórmula E Nelsinho Piquet).

O convite para assumir a Goulian Aerosports Team permitiu a Pablo unir suas duas paixões: a aviação e o esporte a motor. Nos últimos anos, o brasiliense vinha trabalhando pesado junto aos engenheiros para encontrar soluções técnicas que pudessem recolocar Michael Goulian de volta no topo do esporte.

“Passei muito tempo perseguindo esta vitória”, falou Goulian. “A sensação de vencer de novo é ótima. Eu consegui ser rápido e consistente a semana inteira, estava animado para o treino de classificação e para a corrida, mas sabia que não podia deixar esse entusiasmo me atrapalhar, então fiz tudo passo a passo, com muita calma”, concluiu o norte-americano.