Já faz 18 anos que o A330 foi introduzido no país fazendo história com sua chegada em São Paulo, especificamente no aeroporto de Congonhas no ano de 1998, um evento que reuniu toda a imprensa nacional na época e parou o aeroporto, que para os padrões atuais, é muito pequeno para esse tipo de aeronave.

Com sua chegada em tempos onde a aviação comercial era muito cara e inacessível para muitos, a TAM prometia competitividade, tecnologia e segurança com uma aeronave nunca usada no país por uma empresa brasileira antes. Em períodos onde Varig e Vasp dominavam o mercado com tradição e luxo, a TAM buscava seu espaço no cenário nacional e já se mostrava uma empresa com capacidade de concorrer com outras maiores, até mesmo mais antiga, sendo eleita a melhor companhia aérea regional do mundo na época e recebendo fama internacional.

Foto de divulgação da TAM na década de 90 para o Fokker 100.
Foto de divulgação da TAM na década de 90 para o Fokker 100. Foto por – TAM

O marco principal não foi unicamente o início de rotas internacionais da TAM, na época isso era esperado pela proporção que sua frota de Fokker 100 e a recente encomenda do Airbus A320, que entrou na malha aérea em 2000.

O A330 era algo totalmente novo, significativamente um marco semelhante aos 767 quando chegou na frota de Transbrasil na década de 1980, assim como o 747-400 da Varig. Era uma aeronave totalmente moderna, lançada anos antes, incorporava o supremo da tecnologia de aviônicos para a época, com um sistema Fly By Wire de última geração, sidesticks no lugar do manche e sistema de entretenimento com telas individuais, algo só encontrado no Boeing 777 da Varig.

Além disso eles oficialmente tiraram a TAM do patamar de companhia regional para uma empresa de patamar internacional, com o início de rotas para os EUA e Europa.

Foto - Airbus
A350XWB marca o novo foco da TAM em inovação na aviação brasileira. Foto – Airbus

Atualmente a TAM está introduzindo em sua rota pioneiramente o Airbus A350XWB, atualmente essa é a aeronave de passageiros mais avançada em sua categoria, até a chegada do Boeing 777X. Entretanto a história também se repetiu com a Azul, consolidando a empresa no cenário internacional que escolheu uma frota inteira de A330 para fazer suas rotas internacionais enquanto os A350 não chegam, porém é esperado que ela receba seu primeiro A320neo ainda este ano, caso não ocorra atrasos.

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O Ejet, junto do ATR, foi de extrema importância para a Azul, até o momento a companhia já recebeu quase 90 unidades dessa aeronave.

Com um grande domínio e aceitação do público, a Azul elevou o patamar de competitividade e conforto com rotas saindo do seu Hub principal no interior de São Paulo, em Viracopos, que para rotas domésticas utiliza o famoso Embraer Ejet, com o ATR para aeroportos com menor demanda, aeronaves direcionadas para o mercado regional. Dessa forma podemos comparar quando a TAM usava os famosos Fokkers (F-100 e F-27), que de acordo com o crescimento e demanda foram dando espaço para a família A320, aeronave também foi escolhida pela Azul para ser o principal aparelho usado nas rotas domesticas com maior demanda.

Semelhanças a parte, sabemos que cada empresa trabalha com sua filosofia e forma de atender os seus clientes, mas vemos que a TAM deu espaço para outras empresas chegarem a um patamar alto sem o medo da tradição de empresas mais antigas, fazendo com que o brasileiro tivesse maiores oportunidades de escolha e que hoje em dia empresas como Azul e Avianca, se consolidassem no mercado com um leque maior de rotas e diversificação de preços, além de claro, maior oferta de mimos para conquistar os clientes.

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Igor Danin

Estudante , sou da Aeroflap desde novembro de 2013 e acompanhei o crescimento e sucesso da página desde o início antes de me tornar adm, e agora que faço parte da equipe cresço junto com o site.