O Embraer 314 A-29 Tucano pode alçar novos voos nos EUA. O governo americano está procurando um substituto para o A-10, aeronave voltada para ataque ao solo nos EUA. Para isso os EUA criaram o programa OA-X para definir um novo vetor de baixo custo para substituição do Javali (como é conhecido o A-10 nos EUA).

Existem duas maneiras para concluir esse processo, um seria a modernização de boa parte do A-10 da USAF e a outra a procura de uma aeronave para assim aposentar o Javali, que participou das duas guerras do Iraque.

Os EUA irão avaliar o Super Tucano da Embraer em julho, no Novo México, porém será apenas uma avaliação da performance da aeronave, tanto que além do A-29 o programa OA-X tem Beechcraft com o AT-6 Wolverine e o jato Scorpion da Textron Airland.

Dentre os dois concorrentes às vantagens do A-29 são, o baixo custo operacional, o bom índice de vendas e a boa performance da aeronave para ataques ao solo e patrulha de fronteiras por exemplo.

Não é de hoje que os EUA lidam com a Embraer e com o Super Tucano. A nação mais poderosa do mundo já comprou A-29 e entregou para a Força Aérea do Afeganistão. Além de já ter construído a aeronave de ataque leve brasileira em território americano.

O motivo do convite por parte dos EUA para a Embraer é sem dúvidas um grande beneficio a empresa, que como dito tem um bom histórico de vendas do A-29, ao todo 13 países já operam o avião turbo-hélice brasileiro, incluindo países da América, do Sul e Oriente Médio.

O baixo custo é outra característica do A-29 em dados comparativos uma hora de voo do A-29 sai em torno de US$ 1 mil chegando até US$ 1,5 mil, o A-10 não sai menos de US$ 17 mil. Já o caça mais caro do mundo atualmente, o Lockheed Martin F-35 Lightning II, sai em média US$ 34 mil. Para o diretor da EDS (Embraer Defesa e Segurança), Jackson Schneider o A-29 Super Tucano se encaixa nas exigências da USAF.