Foto - Embraer/Divulgação

A ABAG, a convite do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Carlão Pignatari, participou na última quarta-feira, dia 08 de junho, de audiência pública para discutir os impactos da concessão dos aeroportos de Congonhas e Campo de Marte.

A audiência pública serviu para que todos os aspectos da concessão sejam explicados e dúvidas extraídas. Além de deputados, estiveram presentes o Secretário Nacional de aviação civil, Ronei Glanzmann, representantes de entidades de moradores dos bairros ao redor de Congonhas, sindicato, deputados e representantes da sociedade civil.

Flávio Pires esclareceu uma série de aspectos levantados durante a Audiência Pública e alertou sobre os sinais de que, apesar de não previsto em edital, a aviação geral correria o risco de não operar mais no aeroporto.

O presidente da Alesp, deputado Carlão Pignatari, presidiu a audiência.

“Recebi alguns presidentes de associações de moradores do entorno de Congonhas dizendo que queriam entender melhor como seria a concessão. Sou favorável a qualquer tipo de concessão, desde que seja esclarecido para a comunidade como será feita”, disse o parlamentar, que afirmou ser necessária a realização de outros encontros para tratar do tema até a data do leilão.

Para o engenheiro aeroportuário e ex-secretário da Aviação Civil, Dario Rais Lopes, seria necessária a revisão da composição dos blocos.

“A eficiência de uma operação em rede depende muito da proximidade das unidades, na medida em que você espalha essas unidades de uma mesma rede, você perde ganhos em escala”, afirmou.

O secretário Nacional de Aviação Civil do Ministério de Infraestrutura, Ronei Glanzmann, fez durante a audiência a explanação técnica de como a concessão dos aeroportos será conduzida. De acordo com o secretário, o aumento na capacidade de Congonhas será gradativo.

“Esse aumento não é do dia para a noite, ele se dará com muita responsabilidade, com muita engenharia e conhecimento técnico de modo que aconteça de maneira gradativa e harmônica”, afirmou.

Quanto a organização do trânsito no entorno dos aeroportos, Glanzmann afirmou que é preciso discutir a questão com o município.

“Tudo isso deixa de ser uma discussão só aeroportuária e passa a ser uma discussão de mobilidade urbana, que tem que ser feita em uma metrópole como São Paulo com toda certeza, é uma agenda prioritária”, disse o secretário.

Glanzmann afirmou que a aviação geral será mantida no aeroporto de Congonhas por meio dos chamados espaços de oportunidade, sem a existência das áreas reservadas.

“Congonhas é um aeroporto que interessa a todo o Brasil. O foco é a segurança das operações e o conforto dos passageiros”, afirmou o secretário.

Um dos pontos levantados foi que não há, nesse momento, áreas de apoio preservadas e reservadas para a aviação geral, como já foi feito nos editais de concessão anteriores. O deputado Carlão Pignatari convidou representantes das associações de moradores e do DECEA para uma nova reunião em 15 dias.

O aeroporto de Congonhas, segundo mais movimentado do país, com cerca de 22,7 milhões de passageiros por ano, e o aeroporto do Campo de Marte, em Santana, integram o bloco SP-MS-PA-MG junto com outros 10 terminais.

 

Via: ABAG e ALESP