ABSA Cargo pode absorver operações de passageiros da LATAM Brasil

A LATAM Brasil está em uma extensa negociação com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) para tentar reduzir o salário dos seus tripulantes de forma definitiva.

E uma dessas manobras da LATAM, para reduzir o salário dos funcionários, seria recontratar todos como tripulantes da ABSA Cargo, subsidiária da LATAM Brasil que serviu também como caminho para a aquisição da TAM pela LAN.

Ao mesmo tempo a LATAM Brasil pode transferir todas as suas operações de passageiros para a empresa cargueira, se não houver acordo com o sindicato para a redução dos salários.

Na reunião do dia 14 a empresa apresentou um esboço de um futuro ACT, com alterações permanentes na remuneração, algumas contrapartidas, e uma nova reunião foi marcada para o dia 20 de outubro, nesta próxima terça-feira, para detalhamento dos valores e aprofundamento do debate com o sindicato.

O SNA destacou que a LATAM Brasil pode criar uma enorme dívida trabalhista ao reincidir contratos com seus milhares de funcionários. Já a LATAM diz que não afeta o processo de Recuperação Judicial.

Na proposta inicial apresentada pela LATAM está uma redução de 20% folha de pagamento dos seus tripulantes, sem redução mais agressiva temporariamente, como as realizadas pela Azul e GOL, e sem muito impacto na remuneração base.

Além disso, a LATAM aceitou negociar manter a remuneração com base do modelo por contagem de quilômetros voados. Para os pilotos, a LATAM também propôs trocar o modelo de gratificação por senioridade e equipamento para um modelo com remuneração por auxílios, como vale alimentação e refeição, além de abono salarial.


Para os comissários(as) de bordo, a LATAM pode manter a gratificação por equipamento voado e senioridade, no entanto, aos novos admitidos a partir de 2021 a empresa quer extinguir esse benefício. Em contrapartida, a LATAM deve oferecer aos novos contratados a garantia de não demissão, por um determinado número de meses que ainda será listado.

Se aprovado pelo sindicato e a aérea, este ainda deve ser submetido ao TST para verificar a legalidade do acordo, e depois ir para votação dos tripulantes. Se aprovado pelos tripulantes, este passa a ser o novo modelo de remuneração após todas as formalizações.

Veja a reunião no vídeo abaixo:

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