Aeroporto de Confins BH Airport Belo Horizonte
Foto - BH Airport/Divulgação

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte | Confins – BH Airport, operado pela BH Airport, acaba de tornar-se signatário da Declaração do Palácio de Buckingham contra o tráfico ilegal de vida selvagem.

O aeroporto internacional da capital mineira é o segundo no Brasil e o quarto na América Latina e Caribe a firmar o compromisso de combate a este crime internacional. O primeiro signatário na região foi o Aeroporto Ecológico de Galápagos, no Equador, operado pela Corporación América Airports, que também é operadora do Aeroporto Internacional de Brasília, o segundo aeroporto signatário na região.

O Aeroporto El Dorado, em Bogotá, na Colômbia, foi o terceiro a demonstrar seu compromisso contra o comércio e transporte ilegal e em favor da proteção à vida selvagem.

Mais de 40 empresas e organizações são signatárias da Declaração do Palácio de Buckingham, que é parte da ONG Unidos pela Vida Selvagem (United for Wildlife) responsável pela força-tarefa criada em 2014 pelo Príncipe William com o objetivo de envolver o setor de transportes no combate ao tráfico de vida selvagem.

A força-tarefa reune aeroportos, empresas de transporte marítimo, companhias aéreas e agências governamentais para identificar e facilitar ações lideradas pelo setor privado.

“ACI defende uma política de tolerância zero ao comércio ilegal de vida selvagem e considera bem-vindo o compromisso de BH Airport, assinando a Declaração do Palácio de Buckingham e aderindo ao enfrentamento deste crime”, disse Rafael Echevarne, diretor-geral de ACI-LAC.

“Atuamos em conjunto com os órgãos e agências de Segurança Pública e Meio Ambiente com o objetivo de detectar e interromper eventuais ocorrências de tráfico de vida silvestre durante as operações.

A criação de um canal próprio para denúncias públicas é uma das ações previstas no nosso compromisso de combater o tráfico internacional de vida selvagem, identificando suspeitos de comércio ilegal, compartilhando informações e desenvolvendo mecanismos integrados com a United For Wildlife”, informa Kleber Meira, CEO de BH Airport.

 

Tráfico de vida selvagem

O tráfico de espécies silvestres é uma grave ameaça à biodiversidade. Em relação apenas aos danos à fauna, 38 milhões de animais silvestres são retirados da natureza no Brasil todos os anos e 9 de cada 10 morrem antes de chegar às mãos do consumidor final, de acordo com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).

É um comércio que movimenta anualmente cerca de US$ 2 bilhões, atrás apenas do tráfico de armas e de drogas. No mundo, estima-se que o tráfico de vida selvagem movimente em torno de US$ 23 bilhões.

ACI publicou em 2021 orientações para seus membros sobre o combate ao comércio ilegal de animais selvagens. O Manual de Tráfico de Animais Selvagens da ACI foi desenvolvido com o apoio da associação ROUTES (Reducing Opportunities for Unlawful Transport Endangered Species) e da USAID.

Clique aqui e baixe o Manual de Combate ao Tráfico de Vida Selvagem.

 

 

 

Via: Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC)