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A Air Canada recebeu recentemente um aporte estatal bilionário, no valor de até C$ 5,9 bilhões (US$ 4,7 bilhões) em troca de uma participação acionária do governo na empresa.

Como resultado, a companhia se reestruturou pouco antes de retomar com vigor as operações aéreas, e também está possibilitando até mesmo um benefício aos clientes, o reembolso de passagens compradas ainda em 2020.

Parte do acordo, a empresa está sendo obrigada a reembolsar US$ 1,4 bilhão em passagens aéreas para os clientes.

Os principais beneficiados são os que compraram passagens não canceláveis antes do dia 22 de março de 2020, para viagens após 1º de fevereiro de 2020. A companhia também vai reembolsar as passagens para os clientes cujo voo foi cancelado ou que o cancelou voluntariamente por qualquer motivo.

“A Air Canada oferecerá reembolsos a todos os clientes elegíveis, quer tenham cancelado sua passagem ou seu voo tenha sido cancelado pela companhia aérea. Os clientes agora podem enviar solicitações de reembolso on-line ou por meio de seu agente de viagens. Estamos comprometidos em processar os reembolsos o mais rápido possível”, disse Lucie Guillemette, vice-presidente executiva e diretora comercial da Air Canada.

Além disso, a companhia pretende utilizar este montante para manter os empregos, até mesmo na WestJet, e quitar boa parte das suas dívidas criadas nos últimos anos, para aliviar a parte financeira.

O acordo contém vários empréstimos de até US$ 4 bilhões, que a companhia aérea pode usar quando necessário, e o governo terá uma participação na empresa no valor de C$ 500 milhões, valor pago a visa.

O governo canadense também terá a opção de adquirir novas ações no futuro.

Com esse apoio financeiro, a companhia poderá adquirir 33 aeronaves Airbus A220, que serão fabricadas na unidade Mirabel da Airbus, em Quebec – garantindo assim também empregos aeroespaciais canadenses, afirma a Air Canada.

“A Air Canada também concordou em concluir seu pedido firme de 40 aeronaves Boeing 737 Max”, acrescentou a companhia.