Air Malta da Ryanair holdings vai cortar 40 tripulantes no começo de 2021

Foto: Malta Today

A companhia aérea subsidiaria da Ryanair, Air Malta, anunciou que vai precisar cortar 40 tripulantes no começo de 2021. A empresa responsabiliza o sindicato dos tripulantes por não terem aceito as condições do acordo emergencial para proteger os empregos dos tripulantes. 

Entre as condições estava a redução de parte dos salários dos tripulantes, mediante a crise que a aviação enfrentava. Por outro lado, o secretário geral do Sindicato Geral dos Trabalhadores, Josef Bugeja disse que os profissionais recusaram em sua maioria as propostas dadas pela companhia aérea.

Segundo ainda o secretário, a Air Malta não quis garantir a permanência dos tripulantes, que seria o maior motivo da rejeição. A companhia aérea emitiu um comunicado dizendo que o Sindicato chegou a um acordo com a empresa mas não cumpriu com suas condições. 

“Este acordo de emergência incluiu cortes modestos de pagamento (a serem restaurados em quatro anos), juntamente com uma garantia de pagamento mínimo e uma revisão de três anos. A Malta Air está operando com apenas 10% de sua capacidade devido à crise COVID-19, mas ainda está empregando 100% de sua equipe pré-Covid Cabin Crew, o que é uma situação insustentável em uma indústria que foi devastada por COVID-19 e levará muitos anos para se recuperar.” Disse a Malta Air em comunicado.

Segundo a empresa, os pilotos já haviam chegado a um acordo e aceitado as condições da Malta. Entretanto, sem o cumprimento das condições impostas no acordo pelo Sindicado, a empresa disse que assegurar os empregos seria inviável. As demissões deveram ser efetuadas já no dia 1º de janeiro de 2021.

Em maio desse ano, a Ryanair anunciou que iria reduzir em 20% os salários dos funcionários de todas as empresas do grupo. Anunciou também que cerca de 3.000 funcionários entrariam em licença sem prazo para retorno. 

Segundo a Ryanair, os cortes foram necessários para que a empresa se adapte ao cenário de baixa demanda de viagens. Além disso responsabilizou a pandemia de Covid-19 que deixou as empresas com diversos voos cancelados e a falta de ajuda da União Europeia.


O Sindicato disse que ainda vai em busca de chegar a um acordo para evitar as demissões logo no inicio de 2021. 

 

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