Airbus Hidrogênio Hydrogen

A Airbus apresentou uma nova tecnologia de adaptação de motores híbridos em aviões, utilizando o mesmo conceito apresentado umas semanas atrás, com a queima de hidrogênio.

É diferente de tudo o que se vê nas pistas de hoje: a configuração “pod” – uma das várias que estão sendo conceituadas como parte da pesquisa e desenvolvimento em andamento na aeronave conceito ZEROe – apresenta uma série de sistemas de propulsão autônomos baseados na tecnologia de célula de combustível de hidrogênio.

Hoje, a Airbus está conduzindo estudos para determinar o quão escalonável a configuração do “pod”, entre outras, poderia ser para grandes aeronaves comerciais.

Este conceito é um desenvolvimento de outro, apresentado anteriormente pela Airbus, de utilizar uma propulsão de hidrogênio como forma de criar aviões com baixíssima emissão de CO2, no caso da combustão de Hidrogênio com Oxigênio, zero de emissão.

A alternativa da Airbus é apresentada como uma solução viável, enquanto o desenvolvimento de baterias avança lentamente no campo dos aviões e carros elétricos.

O sistema de “Pods” funciona basicamente como uma maneira de adaptar um sistema de propulsão em qualquer aeronave compatível, além das células de armazenamento de hidrogênio.

Airbus Hidrogênio Hydrogen

Cada “pod” é essencialmente um sistema de propulsão de hélice autônomo alimentado por células de combustível de hidrogênio. Consistindo nos seguintes elementos: 

  • Uma hélice;
  • Motores elétricos;
  • Células de combustível;
  • Eletrônica de potência;
  • Tanque de hidrogênio líquido (LH2);
  • Um sistema de refrigeração;
  • Um conjunto de equipamentos auxiliares.

Hidrogênio e ar são fornecidos às células de combustível para gerar corrente elétrica. A eletrônica faz uma reação de hidrólise, permitindo gerar uma corrente elétrica para alimentar os motores elétricos. Graças a essa energia, o motor elétrico entra em funcionamento, girando a hélice.

As hélices de oito pás, feitas de materiais compostos, são moldadas para fornecer impulso adicional durante as fases de decolagem e subida do voo. Espera-se que o design avançado leve a uma maior eficiência e desempenho.

Aeronaves experimentais menores a hidrogênio, com até 20 assentos, podem contar com uma configuração tradicional de asa fixa com dois motores. Porém, quanto maior a capacidade de passageiros e maior o alcance, uma outro solução é exigida.

Airbus Hidrogênio Hydrogen

É por isso que a Airbus está estudando uma variedade de configurações, incluindo “pods”, para determinar qual opção tem potencial para se expandir para aeronaves maiores.

“Essa configuração de ‘pod’ é um ótimo ponto de partida para alimentar novas pesquisas sobre como podemos expandir a tecnologia de hidrogênio para aeronaves comerciais. Esta é uma opção, mas muitas outras serão conceituadas antes de fazermos uma seleção final, uma decisão que é esperada para 2025”, Glenn Llewellyn, vice-presidente de aeronaves de emissão zero.

Outra característica marcante da configuração “pod” são seus acessórios removíveis. Isso significa que cada “pod” pode ser desmontado e remontado em tempo recorde. Essa abordagem pode fornecer uma solução prática e rápida para manutenção e, potencialmente, reabastecimento de hidrogênio em aeroportos.

Airbus Hidrogênio Hydrogen
Conceitos ZEROe da Airbus.

Embora avançada em seu design, a configuração do “pod” da Airbus ainda requer muito trabalho para determinar se pode ser uma solução adequada. Até o momento, continua sendo uma das muitas opções de tecnologia empolgantes que os engenheiros da Airbus estão considerando enquanto trabalham para lançar o programa ZEROe.

Um pedido de patente da Airbus para a configuração “pod” será publicado em dezembro de 2020, 18 meses após sua apresentação inicial. Isso destaca que a Airbus está trabalhando no ZEROe desde pelo menos 2018.

Vários outros pedidos de patentes devem ser apresentados nos próximos meses e anos, à medida que a P&D continua no programa ZEROe.

 

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