A Airbus já iniciou a negociação dos acordos com o Governo do Estado do Alabama, com finalidade de iniciar ainda em 2018 as obras para a linha de montagem do A220 nos EUA.

O primeiro acordo a ser assinado será com a Mobile Airport Authority, provavelmente ainda nesta semana. Todo o ano de 2019 será para equipar o local com o ferramental de montagem do A220, e possibilitar que em 2020 a primeira aeronave produzida no local seja entregue pela Airbus.

A linha de montagem do A220 nos EUA resolve um impasse que a Bombardier teve no ano passado com a Boeing, que justificava uma política anti-competitiva pelo lado da fabricante canadense no mercado internacional de aviões, ao aplicar preços abaixo do custo de produção do avião para entrar em mercados antes dominados pela Boeing. Isso só foi possível, de acordo com a Boeing, pelos inúmeros incentivos e empréstimos por parte do Governo Canadense.

O A220, antes CSeries, quase foi taxado em 300% nos Estados Unidos, com perigo de cancelamento da encomenda para 75 aviões realizada pela Delta Airlines.

A linha de montagem em Mobile é uma forma da Airbus contornar qualquer problema futuro com o Governo dos EUA, em questões relativas à aplicação de impostos. Além disso garante que as encomendas das companhias americanas sejam fornecidas exclusivamente pela linha de montagem nos EUA, e que a linha de montagem no Canadá sirva somente para os clientes internacionais, aumentando a capacidade de produção do A220.

Em Mobile a Airbus produz aviões da família A320, incluindo a nova geração A320neo. A capacidade de produção para esses aviões é de quatro aeronaves por mês. Além disso a Airbus produz helicópteros no Mississípi.

A Delta disse que espera de forma ansiosa pela primeira aeronave produzida em Mobile. De acordo com a companhia quatro aeronaves serão produzidas no Canadá e entregues em 2018, no próximo ano (2019) a companhia vai receber mais 24 aviões do modelo A220-100 produzidos no Canadá.

A Bombardier ainda é colocada em um desafio de produzir 24 aeronaves para a Delta em 2019, além dos inúmeros aviões que a Air Canada deve receber em 2019. Pela baixa capacidade de produção da linha de Mirabel e os vários clientes do projeto, o real valor de produção pode ser mais baixo do que o esperado pelos diretores da Airbus.