Boeing apresenta boa estimativa para mercado de aviação nos próximos 20 anos

Boeing

A pandemia trouxe muitas mudanças para o setor de aviação, com um impacto geral para todas as companhias aéreas e fabricantes.

E nesta semana a Boeing divulgou uma nova versão da suas estimativas anuais para o setor de aviação, bem como a recuperação do setor ao longo dos próximos anos.

De acordo com a fabricante norte-americana, a crise gerará um impacto nos próximos dois anos nas entregas de novas aeronaves. Contudo, a demanda deve acelerar nos anos seguintes, visto que as companhias aéreas vão buscar novos aviões, para substituir os antigos.

Como resultado, a demanda por novos aviões deve cair apenas 2% entre 2020 e 2039, comparando com a estimativa de 2019. Ao todo 43110 novos aviões comerciais deverão ser produzidos nos próximos 20 anos, pela Airbus, Boeing e Embraer.

A Boeing estima que o valor total do mercado será de US$ 8,5 trilhões em 10 anos, abaixo de sua estimativa de 2019 de US$ 8,7 trilhões.

O principal reforço estará na Ásia, onde a demanda por aviões de corredor único, como o Boeing 737 MAX, deverá disparar. Cerca de 18350 novas aeronaves de corredor único serão fabricadas nos próximos dez anos.

Além disso cerca de 2430 jatos regionais, como o Airbus A220 e o Embraer E2, devem ser produzidos até 2039, junto com mais 7480 aviões widebody.


A maior queda nas previsões da Boeing foi na produção de novos aviões widebody, de duplo corredor. Aqui temos vários efeitos, apesar da aposentadoria dos aviões quadrimotores, a demanda reprimida por voos até 2024 deve afetar as entregas, além do atraso na certificação do 777X e da troca de algumas companhias aéreas de aviões A330 e 767 por modelos narrowbody, como o A321LR e XLR.

Historicamente, as companhias aéreas substituem de 2% a 3% de suas aeronaves anualmente. Porém a última crise múltipla, de SARS-COV e do 11 de setembro, mostrou que o mercado tende a acelerar a substituição de aviões antigos, saltando para uma renovação na taxa de 4% a 5% da frota por ano.

A Boeing prevê que 56% das aeronaves entregues nos próximos 10 anos substituirão as aeronaves que estão se aposentando, enquanto 48% ao longo dos próximos 20 anos serão para substituições, com as companhias aéreas usando o restante para expandir. Em comparação, a previsão da Boeing para 2019 estimou que 44% das entregas em 20 anos seriam substituições.

De acordo com a Boeing, em setembro 71% da frota mundial voava, incluindo 73% de todos os aviões de corredor único, e 59% dos aviões de duplo corredor e cargueiros.

 

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