Boeing 737 MAX
Foto - Divulgação/Boeing

A Boeing declarou recentemente que concluiu uma revisão de design do sensor de ângulo de ataque (AOA) do 737 MAX, além disso, o sistema como todo foi revisado novamente, após as atualizações lançadas no final de 2020.

Todas as melhorias serão testadas pela Boeing, e certificadas pela FAA, utilizando uma aeronave de testes 737 MAX 10. A previsão da fabricante é certificar esta alteração em 2022, mesmo ano que fará os testes em voo.

Essas modificações foram realizadas pela Boeing como uma exigência da FAA para aprimorar o sistema de medição do ângulo de ataque (AOA) da aeronave. Na avaliação da agência, o sensor e todo o sistema elétrico poderiam apresentar problemas ao longo do tempo, necessitando de correções do software quando em voo.

Boeing 737 MAX
Cockpit do 737 MAX 8. Foto – Boeing/Leo Dejillas

Nos dois acidentes que ocorreram com o 737 MAX, em 2018 e 2019, um dos sensores de ângulo de ataque enviou dados errados para o sistema MCAS, parte do software de controle de voo da aeronave. Os dados errados do sensor, juntamente com uma falha na construção do software, causaram os dois acidentes.

Para evitar novos problemas devido aos dados errados que podem ser enviados pelo sensor, a Boeing implementou correções no código do software para, por exemplo, desativar o sistema de correção de ângulo de ataque quando a diferença entre as leituras dos sensores estiver maior que 5,5 graus.

Mike Fleming, vice-presidente sênior do Programa 737 MAX, disse em janeiro que o sistema aprimorado monitorará cinco parâmetros diferentes “que nos ajudarão a determinar se temos um sinal errado ou não. E então, se determinarmos que temos um sinal errado, iremos suprimir isso e você não terá problemas.”

O sistema revisado dos sensores e software de ângulo de ataque será lançado como um “retrofit” para as empresas que operam o 737 MAX, ou seja, os aviões já produzidos podem ser facilmente atualizados. Vale ressaltar que esse é um aprimoramento de segurança para a aeronave, e não significa que esta é insegura para voar atualmente.

 

Fonte: Aviation Week

DEIXE UMA RESPOSTA