A Boeing confirmou durante o Dubai Air Show 2019 que está estudando como pode melhorar a eficiência do cargueiro 767.

O projeto é entendido no mercado como “767-X”, e foi revelado em outubro, inclusive publicado pelo Portal Aeroflap.

“Estamos olhando para o futuro do 767 nesse mercado [de carga]. Temos certos requisitos que surgem no meio da próxima década em termos de eficiência e estamos nos perguntando como podemos resolver isso, estamos olhando isso de perto”, disse Randy Tinseth, vice-presidente de marketing comercial da Boeing.

“Acreditamos que parte do mercado de frete é em torno do cargueiro do tamanho 777 e estamos envolvidos com nossos clientes para ver como será a próxima geração do cargueiro 777 com base na plataforma 777X.

De acordo com fontes da FlightGlobal, que analisou um estudo da Boeing, o projeto 767-XF é baseado no 767-400ER para o mercado de passageiros, comparável ao A330-200, capaz de levar 46 toneladas de carga ou até 375 passageiros em classe única. No mercado de cargas a base será o 767-300F.

O estudo detalha o empuxo por dois motores GEnx, os mesmos que equipam o Boeing 787, e mudanças no trem de pouso, para suportar o maior diâmetro do motor. O cockpit será atualizado de acordo com os novos aviônicos da Rockwell Collins, disponíveis para o 767, e as asas perdem as winglets para ganhar a tecnologia semelhante ao 787 e 777 na redução de arrasto, como no 767-400ER.

O foco do estudo é para o mercado de cargas, porém a Boeing pode oferecer para as companhias o 767 re-projetado como uma alternativa de baixo custo, na faixa de US$ 200 milhões.


Assim como o NMA, a entrada em serviço é listada como 2025, com a certificação ocorrendo no mesmo ano.

O estudo não detalha a economia de combustível proporcionada pelas diversas alterações, inclusive de interior, mas a aeronave pode ser de 15 a 20% mais econômica, em comparação com um 767 de geração anterior.

Motor GEnx pode garantir maior parte da economia de combustível, além de diminuir o ruído da aeronave.

Essa é a aposta da Boeing, juntamente com o NMA e o 787, para concorrer com as aeronaves A321XLR e A330neo da Airbus.

A FlightGlobal destacou que “Se um derivado do 767 substituísse o projeto do NMA no plano de desenvolvimento de produtos da Boeing, poderia potencialmente permitir que a fabricante dos EUA alocasse seus recursos financeiros e de engenharia no desenvolvimento de um “Futuro avião pequeno”, para substituir quanto antes o 737.”

O 767 entrou em serviço pela primeira vez em 1982 com a United Airlines e até os dias atuais 1165 aeronaves foram entregues. Atualmente, a carteira de pedidos está em 105 pedidos, incluindo 60 unidades 767-300F e 45 pedidos da USAF para a versão KC, com base no 767-2C.

 

Via – FlightGlobal